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Varanda com cara de jardim

Flores e folhagens transformam sacadas e terraços em pequenos oásis no meio de centros urbanos
Varanda com cara de jardim
Folhagens necessitam de temperatura amena e o mais indicado é voltá-las para a face leste, com o sol batendo de manhã. Crédito da foto: Divulgação

Habitantes de centros urbanos frequentemente se ressentem de um contato mais próximo com plantas, árvores e flores. Para muitos deles, varandas e sacadas com vasos dispostos em móveis, paredes e até gradis acabam se tornando pequenos oásis, nos quais a prática da jardinagem acontece de forma espontânea, mas, ainda assim, bastante satisfatória. Tudo a depender da maior ou menor adequação entre as plantas escolhidas e as condições locais de cultivo.

“Não é por acaso que as xerófitas (plantas adaptadas à vida em climas desérticos e semidesérticos, em geral em regiões de grande altitude, sujeitas a intensa insolação) estão sendo tão procuradas”, afirma o paisagista Luciano Zanardo. “Elas se adaptam bem ao cultivo em pequenos vasos e se desenvolvem bem no alto de prédios de cidades com clima que tende ao seco, como o nosso. Além de que, por necessitarem pouca manutenção hídrica, representam uma boa opção para quem às vezes se esquece de regar”, diz.

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Isso não significa, no entanto, que xerófitas populares, como cactos, agave, babosa ou a popular espada de São Jorge sejam as únicas espécies indicadas para compor a sua área verde — mas apenas que são mais resistentes. Flores, plantas ornamentais e até árvores frutíferas podem embelezar varandas e terraços de qualquer tamanho, desde que observadas as características físicas de cada local, principalmente a insolação e as condições de exposição aos ventos e à chuva.

Varanda com cara de jardim
Em maior ou menor medida, plantas tranquilizam e relaxam. Crédito da foto: Divulgação / Blog Portadomundo

Plantas mais sensíveis ao sol, como as folhagens, por exemplo, costumam se desenvolver melhor em varandas voltadas para a face leste, pois é onde o sol nasce e a temperatura é mais amena. Já a face oeste, onde ele se põe, é um local naturalmente mais quente, sendo que o calor que se acumula nos vasos durante o dia faz com que a água evapore mais rápido. Por isso, é o lugar ideal para cultivar plantas que possuam folhas e raízes mais robustas, como arbustos, azaleias e cactos, entre outros. Outras espécies também podem se desenvolver nestas condições, mas elas deverão ser regadas com mais frequência.

A face norte é a que mais recebe sol no inverno, sendo ideal para variedades que necessitam de mais calor, como plantas que florescem o ano todo. Outras, típicas de inverno, como begônias e hortênsias, também florescem melhor se expostas para a face norte. Mais fria e sombreada, a face sul é a mais indicada para o plantio de árvores e arbustos mais enraizados. Ainda assim, é importante observar as condições de cada local: nas grandes cidades, o sombreamento produzido por edifícios, toldos, ou outras construções adjacentes podem interferir na incidência dos raios solares.

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Se observadas essas condições, e desde que regadas de forma adequada, a maioria das plantas tem plenas condições de se desenvolver nas varandas e terraços, independentemente da área do espaço. Mas, para garantir maior perenidade, é fundamental atentar para dois outros fatores: a incidência de ventos e de chuvas.

Varanda com cara de jardim
Vasos podem ser pendurados no teto ou fixados nas paredes. Crédito da foto: Divulgação

Em locais onde venta muito, espécies mais rústicas, plantadas em vasos maiores e mais pesados, são as mais indicadas. Se a área for aberta e localizada em um andar muito alto, é melhor evitar plantas altas e com troncos finos, pois um vento mais forte pode quebrar facilmente seus galhos.

Por fim, embora espécies como o buxinho, que necessitam de água de forma abundante, se adaptem bem a períodos de chuvas prolongadas, não descuide nunca da drenagem de seus vasos. Caso a quantidade seja excessiva, o vaso pode ficar úmido demais e acabar apodrecendo sua planta. Sobretudo no caso dos cactos e das suculentas, que exigem regas mais contidas e espaçadas. (Marcelo Lima – Estadão Conteúdo)

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