fbpx
Casa e Acabamento

Mais resultados, menos custos

Arquitetos dão dicas do que pode ser aproveitado do acabamento dos apartamentos entregues pela construtora
Mais resultados, menos custos
Todos os revestimentos dessa varanda são originais da construtora e, por regras do condomínio, não podiam ser modificados. Crédito da foto: Luís Gomes / Divulgação

A compra de um novo apartamento implica em muito mais decisões do que se imagina. Ao receber as chaves da construtora, abrir as portas para o vazio dos ambientes e, imaginá-lo decorado de acordo com os sonhos cultivados por tantos meses de espera, o coração do novo dono se enche de alegria. Mas, ao mesmo tempo, surgem algumas dúvidas sobre a escolha do profissional certo para seguir à frente do projeto e da obra e, principalmente, sobre a parte financeira. Afinal, como fazer para chegar ao resultado esperado sem gastar mais do que pode?

Pensando nisso, os arquitetos Renato Andrade, Erika Mello e Pati Cillo mostram como muitos pontos de um apartamento entregue pela construtora podem ser reaproveitados no projeto. Os profissionais revelam seus olhares sobre o entendimento e reaproveitamento de materiais originalmente escolhidos e padronizados pelo construtor.

Leia mais  Integração de ambientes

1) Primeiro passo: momento da observação

Mais resultados, menos custos
Como a varanda fica à mostra na fachada, os profissionais mantiveram os revestimentos originais — e o resultado foi dos melhores. Crédito da foto: Luís Gomes / Divulgação

Ao receber o imóvel pronto, morador e o profissional devem observar todos os detalhes com atenção apurada. A arquiteta Erika Mello indica avaliar os acabamentos e revestimentos de pisos e paredes, testar torneiras e vasos sanitários, conferir o caimento do banheiro para o ralo, quadro elétrico, tomadas e interruptores. “Aconselho também uma inspeção apurada nos caixilhos, portas e janelas para atestar se foram instaladas corretamente e se fazem o movimento normal de abrir e fechar”, diz Pati Cillo.

O memorial descritivo fornece para o comprador a lista completa dos materiais e os respectivos fornecedores utilizados para a realização da obra. Com esse escopo em mãos, a validação sobre a qualidade e a origem do produto ajuda a validar sua permanência ou não no imóvel e dores de cabeça no futuro. “Essa etapa colabora muito na economia financeira e de tempo para o morador habitar seu novo lar”, ressalta Erika.

Leia mais  Efeito de aço oxidado chega ao porcelanato

2) Acabamentos Originais x Decoração

Mais resultados, menos custos
O branco nas paredes é padrão no dormitório, assim, foi alinhado com a decoração do apartamento. Crédito da foto: Eder Lizer / Divulgação

As construtoras entregam os apartamentos com acabamentos padronizados e determinam o que não pode ser modificado. O arquiteto Renato Andrade afirma que a fachada de um apartamento é a parte mais complicada para ser trabalhada, já que os revestimentos ficam à mostra. Mas é possível alinhar o acabamento original, que geralmente adentra a varanda, com uma decoração ao estilo do morador.

Dentro da futura residência, os tons neutros prevalecem na entrega do apartamento. Após a avaliação sugerida no passo anterior, é possível aproveitar o revestimento empregado no piso e nas paredes dos ambientes. O profissional de arquitetura parte desse ponto para continuar na escolha das peças a serem utilizadas no décor.

Todos os profissionais concordam que é também usual conservar as bancadas de cozinha e banheiros. “Caso a cozinha mude de lugar ou o projeto demande uma bancada maior, conseguimos incorporar a original e contratar uma empresa especializada para completar a parte faltante”, acrescenta Erika.

Leia mais  Um cantinho para o home office

3) Economia de dinheiro e tempo

Mais resultados, menos custos
A bancada original do banheiro foi outro elemento que pôde ser mantido no projeto pela profissional. Crédito da foto: Eder Lizer / Divulgação

A arquiteta Pati Cillo garante que indicar o que pode ser mantido na obra faz com que o cliente reforce sua confiança com o profissional contratado. Tanto ela, como Renato e Erika são enfáticos em destacar que a transparência e a consciência são fundamentais nessa vivência com proprietário do imóvel.

Além da parte financeira, o reaproveitamento de materiais se traduz em consumo consciente e sustentável. “O quebra-quebra de um piso sem critérios, apenas por querer trocar, deve ser evitado, já que essa medida produz um lixo desnecessário e provoca impacto ambiental”, finaliza Renato.

Comentários

CLASSICRUZEIRO