Casa e Acabamento

Decoração personalíssima

Elementos afetivos conectados à vida dos moradores são valorizados e dão dimensão familiar aos ambientes da casa
Decoração personalíssima
Móveis antigos, louças, coleções e peças herdadas ajudam a compor um estilo bem pessoal e de referências. Crédito da foto: Pexels / Divulgação

O lar é o refúgio onde o morador deve se sentir bem, para descanso, lazer e convivência familiar. A pandemia de coronavírus e o isolamento social fazem com que esse aspecto seja ainda mais valorizado. Destacar nos ambientes elementos afetivos, ligados à história de vida de cada um, é algo que vem ganhando maior destaque na decoração, mesmo que alguns desses objetos não sejam um primor de bom gosto (para os outros é claro).

“Nossa casa precisa emanar a conexão com nossas vidas. Para isso, a decoração precisa transmitir emoção e memórias”, diz Mariana Rodrigues, designer de interiores à frente do escritório Arbore Design Interiores. Nesse período de isolamento social, ela sugere aproveitar para renovar os ambientes com elementos afetivos que fazem parte das recordações pessoais. “Afinal, a vida é feita de memórias”, reconhece.

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Isolamento social reforça necessidade de casa acolhedora. Crédito da foto: Divulgação Haifatto

O conceito de lar remete ao local onde o ser humano possa vivenciar o senso de pertencimento e aconchego. Nesse aspecto, “a decoração afetiva se encaixa com a proposta de escolher itens repletos de lembranças e com a expressiva capacidade de conectar uma identificação profunda entre as pessoas e o ambiente”, considera a designer de interiores.

Peças herdadas de família ou que remetam a momentos prazerosos, como objetos trazidos de uma viagem, por exemplo, são bons aliados na hora de compor um estilo repleto de sentimentos. Mariana cita móveis antigos, louças, fotografias e até coleções para incluir na decoração afetiva.

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Conexão com o passado contribui para compreender o presente. Crédito da foto: Pexels / Divulgação

Se o item não estiver em bom estado é preciso avaliar sua recuperação e investir nos reparos necessários. Um móvel antigo de família pode ser restaurado ou simplesmente trocado o estofado de uma cadeira ou puxadores de uma cômoda, por exemplo.

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Em tempos de quarentena, a sugestão da designer de interiores é reunir a família e rever fotos antigas, objetos guardados e avaliar quais móveis podem ser reaproveitados. “Esses momentos são muito valiosos e ainda podem resultar em uma repaginada na decoração.” Para famílias com crianças, uma tarefa comum como escolher itens afetivos para um lugar de destaque na casa ou reparar um móvel tem o poder de entreter e ao mesmo tempo resgatar histórias da família.

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Objetos guardados, mas que contam algumas histórias, podem ser redescobertos. Crédito da foto: Pexels / Divulgação

Além disso, reaproveitar móveis e objetos afetivos ainda pode ser uma atitude sustentável, ressalta Mariana. “Além de diminuir o excesso de consumo, há uma redução do impacto ambiental, presente em qualquer descarte.” Ela sugere para esses dias de maior convivência em casa, organizar um “garimpo”, buscando aqueles itens esquecidos no fundo de armários, abandonados à ação do tempo, o que pode gerar boas surpresas.

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