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Ar-condicionado: como escolher o mais indicado

Aparelho inadequado pode comprometer a eficiência do resultado
Ar-condicionado: como escolher o mais indicado
Ambientes com maior incidência de sol requerem equipamentos mais potentes. Crédito da foto: Divulgação

Quando um calorão bate à nossa porta é que nos damos conta de quanto investir em aparelho de ar-condicionado pode ajudar a ampliar nosso bem-estar. Mas, afinal, qual o modelo mais adequado para cada tipo de ambiente?

“Em função da variedade de parâmetros ambientais que devem ser satisfeitos, cada projeto necessita de condicionadores de diversos tipos e capacidades. Se uma potência imprópria for utilizada, as condições ambientais podem não ser satisfeitas durante algumas horas do dia. Caso seja escolhido um tipo errado, corre-se o risco de nunca se conseguir os bons resultados. Isso sem falar no fator economia. Um aparelho inadequado ou com potência imprópria causará consumo excessivo de energia elétrica”, alerta André Peixoto, Diretor de Produto para a América Latina da Trane, empresa especializada na climatização de ambientes residenciais e corporativos.

Potência

Antes porém de escolher um modelo, é essencial entender o que significa a sigla em inglês, BTU, ou Unidade Térmica Britânica. É ela que indica o quanto potente é um aparelho de ar-condicionado. Assim, quanto maior o número de BTUs, maior a potência. Mas isso não significa que você deva comprar apenas com base neste índice.

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O número de BTUs deve ser escolhido, basicamente, em função do tamanho do ambiente e da incidência de radiação solar sobre ele ao longo do dia. Como regra geral, são necessários entre 600 a 800 BTUs por metro quadrado.

Os especialistas alertam, no entanto, que existem outros fatores que devem ser considerados e que podem interferir na sensação de calor, tais como a quantidade de aparelhos eletrônicos presentes no ambiente; o número de lâmpadas incandescentes; a existência de janelas sem cortinas e até mesmo o número de pessoas que frequentam o espaço.

Fixo ou portátil?

Ar-condicionado: como escolher o mais indicado
Os portáteis são leves e compactos e facilitam o deslocamento. Crédito da foto: Divulgação

Uma vez definida a potência necessária, a escolha do modelo mais adequado vai depender, fundamentalmente, das condições gerais do local escolhido para a instalação. Os modelos de janela são bastante utilizados. Eficientes, eles são fáceis de usar, mas trazem como principais desvantagens o fato de ficarem fixos e a necessidade de contar com um buraco na parede.

Já os de tipo split são mais fáceis de disfarçar e também um dos mais silenciosos, uma vez que o condensador (a parte mais barulhenta) deve ficar do lado de fora do ambiente. Além disso, sua instalação é mais fácil, porque não há a necessidade de fazer buraco, apenas um furo para a fixação, que pode existir, por exemplo, entre a sala e a varanda.

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Se a intenção, porém, for combater o calor em mais de um ambiente, os portáteis são os mais indicados. Leves e compactos, eles vêm com rodinhas para facilitar o deslocamento e, o que é melhor, dispensam qualquer tipo de obra. Como inconveniente, porém, como têm, no máximo, 12 mil BTUs de potência, eles não são indicados para climatizar ambientes muito grandes.

Consumo de energia

O primeiro passo para economizar é sempre comprar equipamentos que possuam o Selo Procel de Economia de Energia com classificação A ou B. Só isso já pode representar uma considerável diferença no consumo de energia.

Depois, considere que, como na maioria dos aparelhos de ar-condicionado o funcionamento cessa após certo tempo e religa de novo, o esforço em ligar e religar aumenta o consumo de energia e, sendo assim, o ideal é optar por modelos equipados com o dispositivo de “inverter” que, apesar de mais caros, eliminam o liga-desliga. Da mesma forma, se você trabalha com uma voltagem de 127V, saiba que para instalar o ar-condicionado, você vai precisar de fios mais resistentes e grossos. Já se for 220V, eles podem ser mais finos, o que pode representar menos gastos com instalação.

Ar-condicionado: como escolher o mais indicado
Quando o aparelho estiver acionado, cortinas e persianas devem estar fechadas. Crédito da foto: Divulgação

Uma vez porém que seu aparelho esteja instalado, pequenos cuidados podem fazer diferença na conta no final do mês. Para começar, fique atento, por exemplo, à temperatura do termostato, evitando o frio excessivo. Lembre-se de que uma temperatura de 23 graus costuma ser mais do que suficiente para nos sentirmos livres da sensação de calor excessivo.

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Quando o aparelho estiver acionado, procure manter portas e janelas bem fechadas, para evitar a entrada de ar e evite também que o calor penetre no ambiente, fechando cortinas e persianas. Quanto ao acionamento, desligue o equipamento sempre que você se ausentar do ambiente por muito tempo. Mas não desligue-o se a ausência for rápida, pois isso pode acabar aumentando o consumo de energia.

Evite também deixar aparelhos eletrônicos ligados desnecessariamente no ambiente em que o condicionador de ar está, pois eles podem exigir que o condicionador trabalhe ainda mais para resfriar o cômodo. Por fim, providencie manutenções periódicas. Filtros sujos forçam o aparelho a realizar esforço ainda maior para funcionar e, consequentemente, a gastar mais energia. (Marcelo Lima – Estadão Conteúdo)

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