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Febre aftosa: vacinação eficiente

11 de Março de 2021 às 00:01

Febre aftosa: vacinação eficiente Crédito da foto: pixabay.com

Durante a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa de 2020, 98,36% do rebanho brasileiro foi imunizado, o equivalente a 76 milhões de bovinos e bubalinos vacinados com até 2 anos de idade. Estes são os dados parciais divulgados pelo Ministério da Agricultura, já que das 22 unidades da federação que adotam a vacinação, apenas a Paraíba ainda não divulgou o relatório final.

Em razão da pandemia, o prazo de vacinação e envio da declaração pelo produtor ao órgão de defesa sanitária animal de cada estado foi prorrogado.

Segundo Geraldo Moraes, diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, o percentual alcançado na vacinação é satisfatório. “Atingimos os índices estabelecidos para o Programa Nacional da Vigilância para Febre Aftosa (Pnefa). Isso mostra o comprometimento do setor em manter o status de área livre com vacinação”.

Sete Estados são áreas livres

Conforme o Plano Estratégico do Pnefa 2017-2026, o Brasil segue executando as ações para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação.

Em 2020, o Mapa reconheceu seis estados brasileiros -- Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, regiões do sul do Amazonas e do noroeste do Mato Grosso -- como livres de febre aftosa sem vacinação.

O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). O pleito brasileiro segue em avaliação e a expectativa é que a OIE conceda esse reconhecimento para esses estados em maio deste ano.

Atualmente, no Brasil, só Santa Catarina é considerada, internacionalmente, como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Em 2020, PIB teve crescimento de 2%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do setor referentes a 2020. Segundo o Instituto, a Agropecuária registrou alta de 2,0%, aumentando a participação no PIB de 5,1% em 2019, para 6,8% em 2020.

A partir dos dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), e das pesquisas da Pecuária, o IBGE destacou que contribuições positivas para o crescimento do PIB foram dadas principalmente pela soja, cuja produção cresceu 7,1% em 2020, café, 24,3% e milho, 2,7%. Contribuição negativa foi observada na laranja, que teve uma redução de 10,6% na produção em relação a 2019, fumo (-8,4), e queda do desempenho de bovinos.

“Apesar das variações na produção, devido a problemas climáticos que afetam a Agropecuária, mesmo assim, em 24 anos, tivemos apenas três anos com redução do PIB”, diz o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques.

Outros setores apresentaram queda no PIB, como a Indústria (-3,5%) e os Serviços (-4,5%). O PIB totalizou R$ 7,4 trilhões em 2020, a Agropecuária 439,8 bilhões, a Indústria 1,3 trilhão, e Serviço R$ 4,7 trilhões. Segundo o IBGE, tendo em vista os efeitos adversos da pandemia de Covid-19 em 2020, o PIB caiu 4,1% frente a 2019.

*Denis Deli jornalista especializado em agronegócio, pós graduado em Produção e Reprodução animal.