Sorocaba e Região

Votorantim tem caso suspeito de sarampo

Paciente é uma criança de 9 meses que passa bem e está fora de risco
Brasil corre risco de perder selo de erradicação do sarampo
Forma mais eficaz de prevenção ao sarampo é a vacinação. Crédito da Foto: Emídio Marques (26/01/2018)

A Secretaria da Saúde de Votorantim, por meio da Vigilância Epidemiológica (VE), identificou no município um caso suspeito de sarampo. O paciente é uma criança de 9 meses que passa bem e está fora de risco. No dia 24 de maio, Sorocaba identificou o primeiro caso da doença originado na cidade desde 1999. O paciente é um menino de 7 anos, que já se recuperou. Não houve mais casos na cidade.

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A Vigilância Epidemiológica (VE) de Votorantim afirma que ainda aguarda o resultado dos exames que poderão confirmar a suspeita de sarampo. Segundo o órgão, vai ser colhida a segunda amostra e após esse resultado será dado o diagnóstico. A Secretaria de Saúde afirmou que todo o protocolo exigido pelo Ministério da Saúde está sendo realizado. No sábado (8), foram vacinados os moradores do entorno da residência do bebê, aplicando a dose em 95 pessoas, sendo que a maioria dos moradores estavam em dia com a vacina. Os familiares e pessoas mais próximas da criança já haviam sido vacinados. O bairro do paciente não foi informado pela Vigilância.

Sorocaba

De acordo com a Secretaria de Saúde de Sorocaba, no município foram realizadas ações de bloqueio por equipes de saúde com o objetivo de identificar todas as pessoas que tiveram contato com o paciente no período de transmissão. Segundo a pasta, o caso confirmado foi de um menino de 7 anos morador da zona sul, que já está recuperado da doença e não precisou de internação hospitalar.

A infecção ocorreu em Sorocaba por meio de uma pessoa contaminada no litoral paulista. Desta forma, como a contaminação foi no município — mesmo que tenha sido por meio de uma pessoa que contraiu a doença fora — o caso é considerado autóctone (originado na cidade). O período de transmissibilidade do sarampo inicia-se cerca de cinco dias antes do exantema (vermelhidão no corpo) e dura até cerca de cinco dias após seu aparecimento.

O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, que causa febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas no corpo. A transmissão do vírus do sarampo é direta, de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas expelidas pelo doente. O período de incubação é de uma a duas semanas.

Vacina nas 32 UBSs

A Secretaria de Saúde de Sorocaba ressalta que a vacinação de rotina contra sarampo é indicada a partir de 1 ano de idade. Pacientes até 29 anos são considerados como adequadamente vacinados após terem recebido duas doses da vacina. Demais adultos nascidos a partir de 1960 deverão ter comprovado apenas uma dose da vacina. É considerado suspeito de sarampo todo paciente que, independentemente da idade e da situação vacinal, apresentar febre e manchas avermelhadas na pele acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite.

A vacina está disponível nas 32 UBSs. Os horários de atendimento e endereços das unidades podem ser conferidos através do link: http://saude.sorocaba.sp.gov.br/destaques/unidades.

No Estado doença atingiu 51 pessoas

Em todo o Estado de São Paulo foram registrados este ano 51 casos confirmados de sarampo. Enquanto em 2018, foram três casos da doença, segundo a Secretaria de Saúde do Estado. A situação deste ano representa o maior número de casos da doença desde 1999, quando foram 94 confirmações de sarampo.

A secretaria afirma que a circulação endêmica da doença foi interrompida no Estado no ano 2000 e casos esporádicos ocorreriam “eventualmente” desde então, relacionados à importação do vírus de várias regiões do mundo onde ainda não foi atingido o controle da doença. Em 2019, até ontem, o Estado informa que os casos confirmados de sarampo são com o mesmo vírus que circula na Europa e Índia, por exemplo. Em 2018, SP registrou três casos confirmados, sendo um importado da Ásia Ocidental e outros dois do Amazonas.

O Estado ressalta que, no ano passado, São Paulo ultrapassou a meta de vacinar 95% das crianças contra sarampo na campanha de 2018. Foram imunizadas mais de 2,1 milhão de menores na faixa de 1 a menores de 5 anos, o que corresponde a 97% do público-alvo.

De acordo com a pasta, diante de toda notificação de caso suspeito de sarampo, as prefeituras devem realizar ações de bloqueio ampliado para contenção de eventuais surtos, com base em diretrizes do Ministério da Saúde. (Priscila Fernandes)

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