Veículos estão em condições precárias
Segundo os usuários, os dois ônibus necessitam de manutenção e reparos. Crédito da foto: Emidio Marques (22/11/2019)
Usuários dos ônibus Rosa e Azul, unidades móveis que oferecem atendimentos nas áreas de ginecologia e urologia, reclamam das condições precárias dos veículos e da demora de até quatro horas para serem atendidos. De 1 a 29 deste mês, os dois ônibus estão atendendo na Policlínica Municipal, no Jardim Santa Rosália. Na manhã de sexta-feira (22), a reportagem do Cruzeiro do Sul esteve no local e constatou que os pacientes ficam expostos ao sol, porque os toldos dos dois ônibus estão quebrados. E afirmam que chegam ao local antes das 7h, que é o horário de início dos atendimentos, e esperam até quatro horas ou mais até serem chamados.
Os pacientes ficam sentados em cadeiras encostadas nos veículos e tentam se esconder do sol forte. Se chover, a situação ficaria ainda pior porque sem os toldos não têm como se proteger da chuva. E se sair do local, corre-se o risco de ser chamado e perder o atendimento, depois de horas de espera. No Ônibus Rosa, o para-brisa está trincado e pode quebrar a qualquer momento. A pintura dos veículos também necessita de retoque, e há informações de que os ônibus estariam com problemas no câmbio.
Segundo a Prefeitura, no ônibus Rosa são ofertadas 14 senhas diariamente, a partir das 7h. Já a unidade móvel do homem distribui 48 senhas por ordem de chegada, às 7h, nas terças, quartas e sextas-feiras. Na segunda e na quinta-feira são distribuídas 36 senhas. De acordo com a Secretaria de Saúde (SES), até dia 4 deste mês, foram realizadas, este ano, 7 mil consultas urológicas e 6 mil atendimentos no Ônibus Azul. Já no Ônibus Rosa, de janeiro a agosto, foram feitos 2.786 atendimentos. Nos veículos também são feitos testes rápidos de HIV e sífilis.
Para ser atendido é necessário levar documento de identidade, o cartão do SUS e o cartão da UBS. A programação mensal e horários das unidades podem ser consultados através do site: http://saude.sorocaba.sp.gov.br/destaques/onibus-do-homem-e-da-mulher/.
Debaixo do sol
Marli França Vieira. Crédito da foto: Emidio Marques (22/11/2019)
A copeira Marli França Vieira, 39 anos, disse que chegou à Policlínica ontem antes das 6h e por volta das 10h40 ainda não tinha sido atendida. “A gente chega super cedo para pegar a senha e demora muito para ser atendido. E ainda por cima tem que esperar no sol porque os toldos dos ônibus estão quebrados”, reclamou.
Paulo Mariano de Camargo, 63 anos, também chegou cedo para fazer exames preventivos na unidade móvel do homem, mas também não havia sido chamado até às 10h30. “A gente fica aqui muitas horas, no sol, é uma falta de respeito com os pacientes. Fora as pessoas que chegam e não conseguem mais senha e têm que voltar para casa, é um desrespeito”, afirmou.
Paulo Mariano de Camargo. Crédito da foto: Emidio Marques (22/11/2019)
A Prefeitura foi questionada sobre as reclamações dos usuários, mas disse que só teria condições de responder na segunda-feira, porque os funcionários da Saúde estavam empenhados ontem em organizar o mutirão do Novembro Azul que acontecerá hoje na Policlínica. (Ana Claudia Martins)
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