Sorocaba e Região

Suspeito de clonar WhatsApp do prefeito de Iperó é preso

O esquema criminoso causou prejuízo de R$ 180 mil aos cofres públicos
A Polícia Civil também bloqueou contas bancárias do acusado. Crédito da foto: Vinicius Camargo (18/12/2020)

Atualizada às 12h40

Um homem de 25 anos, suspeito de clonar o WhatsApp do atual prefeito de Iperó, Vanderlei Polizeli (PSB), para aplicar golpes contra o Executivo municipal, foi preso na quinta-feira (17). Ele foi capturado em casa, na zona leste de São Paulo, durante operação para o cumprimento de três mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. A ação foi realizada pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). As fraudes causaram rombo de quase R$ 200 mil à Prefeitura da cidade. Os esclarecimentos foram apresentados pelos delegados Rodrigo Ayres e Felipe Marino Orosco, da Deic, na manhã desta sexta-feira (18).

Segundo Orosco, responsável pelas investigações, após fraudar o aplicativo, o suspeito se passava pelo prefeito. Em mensagens enviadas a servidores municipais da Secretaria de Saúde, pedia transferências de altos valores. Alegava que o dinheiro seria repassado a empresas fornecedoras de insumos para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. As distribuidoras, na verdade, eram fictícias. Para não prejudicar o andamento da apuração, a Polícia Civil não divulgou a maneira como o homem clonou a ferramenta. “Com a clonagem, ele teve acesso a diversas informações e contatos”, destaca Orosco. A obtenção desses elementos, completa ele, facilitou a prática dos golpes.

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O esquema criminoso causou prejuízo de R$ 180 mil aos cofres públicos. Ainda de acordo com o delegado, o homem conhecia os trâmites para a obtenção de recursos públicos. “Sabia as documentações necessárias, as expressões usadas para pedir a verba, os processos licitatórios e as fases processuais”, detalha. A verba será devolvida à pasta.

Na residência dele, foram encontrados uma arma, dinheiro, documentos e equipamentos comprobatórios dos crimes, além de um veículo. A polícia também bloqueou contas bancárias do acusado. Ele comprou o carro após os crimes, com dinheiro público, afirma o Orosco. Também para não atrapalhar os trabalhos, os delegados não revelaram o valor total dos recursos e dos itens apreendidos. Mas, conforme Orosco, a quantia é suficiente para sanar parte do desfalque da verba da Prefeitura do município. A polícia igualmente vai qsugerir a destinação do veículo apreendido para a secretaria.

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O homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Também teve a prisão temporária decretada por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba. Ele já tinha histórico de infrações criminosas, mas nenhuma relacionada a golpes desse tipo. Por isso, até o momento, não há conhecimento sobre outras vítimas das fraudes, diz Ayres.

As investigações prosseguem. A polícia tenta identificar outros envolvidos no esquema. Inicialmente, a participação de funcionários públicos nas atividades ilícitas está descartada, informa Moron.

Investigações

Os trabalhos começaram em maio deste ano e já duram sete meses. A apuração teve início após Polizeli registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Iperó, quando percebeu a clonagem do seu WhatsApp.

Para auxiliar nos trabalhos, a Polícia Civil local solicitou o apoio da Deic de Sorocaba. A partir de diversas frentes investigativas, os agentes conseguiram descobrir a identidade do acusado e prendê-lo. (Vinicius Camargo)

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