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Supermercados adotam medidas de higienização e convivência

08 de Abril de 2020 às 09:04

A limpeza dos carrinhos de compra tem sido rigorosa e feita com mais frequência. Crédito da foto: Fábio Rogério (7/4/2020)

A pandemia do novo coronavírus (covid-19) e o risco de disseminação da doença pela aglomeração de pessoas trouxeram muitas implicações aos supermercados. Essenciais para o abastecimento de mantimentos das famílias brasileiras, eles podem continuar funcionando, mas precisam observar uma série de normas sanitárias e estar alinhados ao que determina a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema.

Em um hipermercado do bairro Árvore Grande, os carrinhos de compras, cestinhas e superfícies que estejam sujeitas ao toque das pessoas, como balcões e prateleiras, são higienizados com sanitizante recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A periodicidade do procedimento, conforme o gerente Augusto César Joaquim, de 39 anos, é a cada meia hora. “Além disso, disponibilizamos álcool gel em vários pontos da loja para a

higienização das mãos, como na entrada, em balcões de frios, carnes, padaria e hortifruti”, relata.

A unidade também realiza o controle de ingresso de clientes, estando limitado a 200 pessoas. Conforme Joaquim, o número atende à orientação da OMS para uma distância segura de 13 pessoas por metro quadrado. Também há demarcação no piso dos caixas para que os clientes respeitem o afastamento de um metro entre cada pessoa na fila. A rede também suspendeu a distribuição de tabloides e veiculação de comerciais com ofertas que pudessem provocar aumento do público.

Álcool tem sido disponibilizado para a higiene das mãos dos clientes durante as compras. Crédito da foto: Fábio Rogério (7/4/2020)

Em outro supermercado, na avenida São Paulo, o gerente Márcio Sousa Pires, de 39 anos, tem percebido que os clientes estão se conscientizando quanto à nova realidade. “Nós controlamos o número de pessoas dentro da loja se preciso, mas de imediato percebemos que não houve mais aglomeração”, afirma. Nessa unidade, o álcool gel

fica em um totem próximo aos caixas e as filas também têm a orientação da demarcação adesiva.

Outra medida adotada pelas duas redes de supermercados é a proteção dos operadores de caixa por um acrílico, que impede o contato com o cliente na hora da fala. Em uma delas, o uso de máscara pelos funcionários é opcional — mas o item está disponível em número suficiente para todos que desejarem. Na outra, a utilização é obrigatória em alguns setores.

Clientes

Neste cenário de pandemia, a família da jornalista Juliane Cristine de Almeida, 24, que mora em Votorantim, busca racionalizar a ida aos supermercados. “Eu procuro fazer uma compra que dure o mês todo, mas sempre falta algum alimento ou outro, como frutas e verduras”. Ela afirma que tem visto os estabelecimentos tomarem todos os cuidados de segurança — como a disponibilidade de higienização para as mãos e para os carrinhos. “Mas como não é

um procedimento obrigatório, vai de cada pessoa fazer a sua parte”, ressalta ela, que tem ido a cada 15 dias a um supermercado, em média.

Sobre isso, inclusive, Joaquim relembra que não existe risco de desabastecimento nas lojas e, por isso, as famílias não precisam ter estoques muito grandes. “Estamos acompanhando as determinações do governo para assegurar

que, quando precisar, o cliente faça as suas compras com segurança.”

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