Sorocaba e Região

Sorocaba volta a subir no ranking do Programa Município Verde Azul

Depois de cair 22 posições no ano passado, passando para 29º lugar, a cidade ficou na 11ª posição em 2018
Sorocaba sobe no ranking ambiental
O rio Sorocaba é um dos destaques da cidade. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Sorocaba voltou a subir no Ranking Ambiental 2018 das cidades paulistas inscritas no Programa Município VerdeAzul (PMVA), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Depois de cair 22 posições no ano passado, passando de 7º para 29º lugar no Estado, a cidade ficou na 11ª posição em 2018. Segundo a iniciativa, o programa tem como objetivo medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios.

O ranking avalia as políticas públicas em doze componentes: Arborização Urbana; Biodiversidade; Conselho Ambiental; Educação Ambiental; Esgoto Tratado; Estrutura Ambiental; Estrutura e Educação Ambiental; Gestão das Águas; Município Sustentável; Qualidade do Ar; Resíduos Sólidos; e Uso do Solo.

Sorocaba obteve a nova máxima nos componentes Estrutura e Educação Ambiental e Conselho Ambiental. Bom desempenho também em Resíduos Sólidos (9.77) e Município Sustentável (9.40). A pior nota foi, assim como no ano passado, em Arborização Urbana (7.27). Apesar disso, o resultado obtido pela cidade é melhor do que o conquistado em 2017, quando o quesito teve nota 5,34.

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Em material divulgado pela Prefeitura sobre o ranking, o secretário de Meio Ambiente, Jessé Loures, lembrou medidas adotadas nesse quesito. “Uma das novidades deste ano foi a criação da lei municipal nº 11.815, que instituiu o Espaço-Árvore em novos loteamentos, condomínios e prédios municipais. Implantamos um projeto piloto na avenida Américo Figueiredo. Na calçada de ambos os lados da via foram plantadas 40 mudas de diferentes espécies de ipês, amplos espaços permeáveis — os chamados espaços-árvore — para permitir o desenvolvimento adequado do exemplar arbóreo”, conta.

Ranking

O município de São José do Rio Preto foi o primeiro colocado no ranking, com 94,65 pontos no total. Em seguida apareceram: Botucatu (2º), Santa Adélia (3º), Fernandópolis (4º), Novo Horizonte (5º) — vencedor de 2017 — , São Pedro do Turvo (6º), Campinas (7º), Araçoiaba da Serra (8º), Itu (9º), Americana (10º), Cabreúva (11º), Sorocaba (12º), Águas de Prata (13º), Itatiba (14°) e Embaúba (15º). Ao todo, foram 69 municípios certificados, ou seja, que alcançaram mais de 80 pontos.

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Números e realidade

Para o biólogo Nobel Penteado de Freitas, professor da Universidade de Sorocaba (Uniso), o ranking tem dificuldade em medir de fato a qualidade ambiental das cidades com base em quesitos como a existência de determinados conselhos e outros mecanismos burocráticos. “Ele vai ver só números”, diz. O professor lembra, no entanto, a relevância do programa ao dar destaque para as políticas públicas ambientais. “Trouxe essa agenda ambiental à tona”, afirma.

Ele avalia que alguns dos desafios ambientais de Sorocaba no momento são a qualidade da água da represa de Itupararanga — ameaçada pela agricultura com baixa tecnologia e a falta de tratamento de esgoto — assim como a compatibilidade da vegetação e biodiversidade estimuladas nos leitos do rio em área urbana. (Priscila Fernandes)

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