Sorocaba e Região

Sorocaba supera média estadual em nascimentos

Em 2018 nasceram 9.415 bebês, em 2017 foram 9.256 nascidos vivos
No Estado, foram registrados 605.630 bebês nascidos vivos em 2018 contra 611.538 em 2017. Crédito da foto: Emidio Marques (14/11/2017)

O número de nascidos vivos em Sorocaba teve aumento de 1,71% na comparação de 2018 com 2017, de acordo com as estatísticas do Registro Civil do Estado de São Paulo, elaboradas pela Fundação Seade. Enquanto na cidade os nascimentos de bebês continuam aumentando, em todo o Estado ocorreu o inverso no mesmo período, ou seja, queda de 0,97% no número total de nascidos vivos de mães residentes no Estado.

Segundo os dados da Fundação Seade, enquanto em Sorocaba em 2018 nasceram 9.415 bebês, em 2017 nasceram 9.256, ou seja, 159 a mais em 2018. Já em todo o Estado foram 605.630 bebês nascidos vivos em 2018 contra 611.538 em 2017, isto é, 5.908 a menos no período analisado.

Mais meninos

Em relação ao sexo, os dados da Fundação Seade apontam que em Sorocaba nascem mais meninos do que meninas. Pelo menos foi assim em 2018 e também em 2017. O mesmo ocorreu em todo o Estado.

Conforme os números, em 2018 nasceram na cidade 4.788 meninos e 4.627 meninas. E em 2017 foram 4.817 meninos e 4.439 meninas. Há dez anos os meninos também eram maioria na cidade, com 50,63%.

Em relação aos nascidos vivos em todo o Estado, a Fundação Seade afirma que em 2018 nasceram 310 mil meninos e 295 mil meninas, resultando em 105 nascimentos do sexo masculino para 100 do sexo feminino, como ocorre na maioria dos países. Já em 2017 foram 313 mil meninos e 298 mil meninas (números arredondados), representando 104,9 nascimentos do sexo masculino para 100 do sexo feminino.

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Ainda de acordo com a pesquisa, em 1982, ponto máximo de sua evolução, ocorreram 771.804 nascimentos no Estado de São Paulo, quase 166 mil a mais do que o total de 2018. Já a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) respondeu por metade dos nascimentos (302.919) ocorridos no Estado, neste último ano.

A Fundação Seade aponta ainda que os nascimentos ocorrem em proporções ligeiramente maiores entre março e maio, ficando abaixo da média nos últimos meses do ano. A distribuição dos nascimentos por dia da semana e períodos do dia revela uma prática já estabelecida e relacionada à ocorrência de parto operatório ou natural, evidenciando que os primeiros são realizados preferencialmente de segunda a sexta-feira e durante o dia.

Idades das mães e pais

O estudo demonstrou ainda que as idades médias da mãe e do pai foram 28,6 e 31,7 anos, respectivamente, em todo o Estado. Entretanto, para ambos, o pico ocorre em torno dos 30 anos. No período de quase 20 anos, a idade média das mães no Estado ampliou-se em 2,9 anos.

Do total de nascimentos ocorridos em 2018, 76,5% das mães eram paulistas, 22,2% eram naturais de outros Estados e 1,3% de outros países. Entre as não paulistas, as baianas são a maioria, com 26,2%, seguidas pelas mineiras (13,6%) e as pernambucanas (11,6%).

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Aproximadamente 7.600 mães declararam outro país de nascimento: 2.950 (38,7%) são da Bolívia, 930 do Haiti e 600 da China. Quase a totalidade das bolivianas reside na RMSP, sobretudo na capital; as demais imigrantes, com exceção das haitianas, também moram, em sua maioria, na RMSP (acima de 80%) ou na capital.

A fecundidade da mulher paulista oscilou em torno de 1,70 filho por mulher, entre 2010 e 2018, mas no período anterior, de 2000 a 2010, variou de 2,08 para 1,68 filho por mulher.

Mais gravidez múltipla

A gravidez múltipla, que corresponde a nascimentos de gêmeos, trigêmeos ou múltiplos, tem aumentado no decorrer dos anos, em todo o Estado. Tais ocorrências passaram de 13 mil, em 2000, para 15,2 mil, em 2018, representando 1,9% e 2,5%, respectivamente, do total de nascimentos. Essa tendência de crescimento possivelmente está associada às mudanças de comportamento reprodutivo das mulheres, como o adiamento da maternidade, que por sua vez, pode resultar em necessidade de procedimentos para solucionar dificuldades de reprodução. (Ana Cláudia Martins)

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