Sorocaba e Região

Sorocaba melhora indicador de desenvolvimento

Sorocaba melhorou sua nota no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), publicado neste mês, com base em dados de 2016, mas ainda assim piorou sua colocação frente a outras cidades avaliadas no estudo. O ritmo comedido da retomada do emprego no município teria prejudicado sua posição no ranking. A nota geral de Sorocaba passou de 0,8215 para 0,8343, porém a colocação caiu com relação ao estudo anterior, baseado em 2015. Sorocaba está na 153ª posição em nível nacional e na 82ª colocação estadual. Já no último estudo, estava em 143º lugar no ranking nacional e em 67º no estadual. O levantamento é realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) com 5.471 municípios, onde vivem 99,5% da população brasileira.

O estudo apresenta notas obtidas nos segmentos Saúde, Educação e Emprego e Renda, que formam o conceito geral de desenvolvimento dos municípios. O objetivo é determinar, com precisão, se a melhora do município é devido a políticas específicas ou se o resultado é apenas reflexo da queda dos demais municípios. O índice varia de 0 a 1 ponto: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4 a 0,6), moderado (de 0,6 a 0,8) e alto (0,8 a 1) desenvolvimento.

Sorocaba apresentou alto nível de desenvolvimento geral e também em Saúde e Educação, sendo que apenas em Emprego e Renda foi considerado moderado. Em Saúde, o índice obtido foi 0,8759, ante 0,8676 no ano anterior. Em educação a cidade passou de 0,9704 para 0,9782, colocando a cidade entre as 100 melhores notas neste segmento, na colocação 85. E em Emprego e Renda também ocorreu crescimento, de 0,6265 para 0,6478. No entanto, antes da crise econônica, em 2013, o índice relativo ao trabalho e emprego era de 0,8080 em Sorocaba.

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Análises

O analista de Estudos Econômicos do Sistema Firjan, Raphael Verissimo, observa que Sorocaba ainda fechou postos de trabalho em 2015 e 2016. “Então o indicador emprego e renda foi influenciado apenas pelo componente renda, o componente emprego continua em queda”, explica. “Outros municípios cresceram mais e fizeram com que Sorocaba caísse no ranking”, avalia.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda de Sorocaba, Robson Coivo, a vocação industrial da cidade teria influenciado os resultados, uma vez que o setor foi fortemente afetado pela crise e se recupera de forma gradual. Ele acredita que outros municípios, com vocação para setores diferentes, obtiveram recuperação mais rápida. Coivo avalia, no entanto, que ao compararmos Sorocaba com outros municípios de porte semelhante e também de vocação industrial, vemos que a cidade tem resultados mais positivos. São José dos Campos, por exemplo, está na colocação 124 no ranking estadual e 271 em nível nacional.

O secretário afirma ainda que a situação de recuperação já está se acelerando desde o fim do ano passado — sendo que a pesquisa tem como base dados de 2016. Ele aponta ainda outros caminhos além das indústrias: “Nós aumentamos em Sorocaba, este ano, em 43% a abertura de pequenas empresas no primeiro quadrimestre. Então muita gente está voltando a trabalhar, abrindo suas próprias empresas”.

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Apesar do aquecimento do mercado, com a vinda de novas empresas para Sorocaba desde o fim de 2017, ele pondera que ainda há indefinições quanto ao cenário político, devido às eleições, que influenciam a questão econômica.

Porto Feliz é a única representante da região entre as 100 melhores

Porto Feliz é a única representante da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) entre as 100 melhores no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). O estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados de 2016, apura o desenvolvimento socioeconômico das cidades avaliando os quesitos Educação, Saúde e Emprego e Renda. A cidade aparece na 34ª colocação em nível nacional e em 23º no ranking estadual, com nota geral de 0,8632. O resultado de Porto Feliz teria sido puxado pela geração de empregos, segmento no qual a cidade ocupa a colocação 48 no país. No ano base do estudo, o município inaugurou a fábrica da Toyota, que gerou na época 320 empregos.

A RMS tem ainda outras nove cidades entra as 500 mais no índice: Boituva (275º), Cerquilho (119º), Itapetininga (163º), Itu (358º), Salto (128º), São Roque (297º), Sorocaba (153º), Tatuí (200º) e Tietê (333º). Por segmentos, a RMS se destacou ainda em Educação, com Cerquilho em 36º no ranking nacional e Sorocaba em 85º. Ao todo, 19 municípios da região metropolitana ficaram entre os 500 maiores na educação.

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Já em Saúde, nenhuma cidade da RMS está entre as 500 melhores avaliadas. A melhor colocada neste recorte é Cerquilho na 654ª posição. Apesar da posição no ranking, das 27 cidades da região metropolitana 17 obtiveram notas consideradas na categoria alto desenvolvimento em Saúde. “Precisa de uma atenção maior nessa área”, aponta Raphael Verissimo, analista de Estudos Econômicos do Sistema Firjan.

Brasil

De acordo com o índice, a crise econômica, que teve início em 2014 e causou forte recessão no país, fez com que o nível socioeconômico das cidades brasileiras retrocedesse três anos. Na comparação com 2015, as áreas de Educação e Saúde tiveram o menor avanço da última década e não compensaram as perdas do mercado de trabalho nos últimos anos. Assim, nesta edição o IFDM Brasil atingiu 0,6678 ponto — abaixo do nível observado em 2013.

Raphael observa que serão necessárias medidas macroeconômicas — em âmbito nacional — para melhorar a situação dos municípios, mas que as cidades podem aprimorar a gestão para equilibrar melhor as contas.

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