Sorocaba e Região

Sorocaba mantém alto Índice de Sustentabilidade Urbana

Coleta e reciclagem de lixo na cidade alcançam nota 0,719, em escala de 0 a 1
De acordo com o estudo, coleta de lixo atende 100% da área urbana de Sorocaba
De acordo com o estudo, coleta de lixo atende 100% da área urbana de Sorocaba. Crédito da Foto: Secom

 

Sorocaba se mantém entre as cidades brasileiras com alto Índice de Sustentabilidade Urbana (Islu). De acordo com a PwC Brasil e Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), a cidade  alcançou nota 0,719 neste ano. A escala, que varia de 0 a 1, mede a obediência à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Pnrs). Enquanto mais próximo de 1 a nota do município, mais sustentável é considerado.

Com população estimada em 680 mil habitantes, Sorocaba conta, conforme o estudo, com coleta de lixo em 100% das vias. Além disso, conforme destaca a PwC, a cidade possui sistema de arrecadação para custear o serviço de coleta. Para isso, a Prefeitura emite a chamada taxa de lixo.

Alto índice de sustentabilidade

O estudo da PwC ainda destaca outros pontos positivos que colaboram com o alto índice de sustentabilidade sorocabano. Entre os itens considerados decisivos constam, por exemplo, a destinação correta dos resíduos e a proporção de material reciclado. Conforme, o estudo, em 2018 a reciclagem atingiu 1,81% do volume total coletado.

Conforme a PwC, o índice deste ano supera a pontuação apurada em 2017, quando Sorocaba obteve nota 0,716. O resultado atual, no entanto, fica abaixo do registrado em 2016, quando a sustentabilidade sorocabana atingiu 0,722.

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O cumprimento da Pnrs considerando critérios como engajamento, recuperação de recursos coletados, sustentabilidade financeira e impacto ambiental. De acordo com a PwC e o Selurb, nove anos após o início do projeto, o País está, de maneira geral, estagnado no que se refere à política de resíduos sólidos.

Sorocaba faz parte das exceções

As duas instituições lembram que a Pnrs fixou metas e prazos para os municípios providenciarem a destinação correta do lixo produzido diariamente. “Infelizmente, no entanto, o Brasil se encontra estagnado em relação ao estabelecido pela legislação federal”, lamentam. Sorocaba, de acordo com a PwC e o Selurb, é uma das poucas exceção entre os 5.570 municípios do País no que se refere à sustentabilidade.

Conforme o Índice de sustentabilidade, em comparação com 2018, houve mudanças pouco significativas na cobertura da coleta de lixo no País. A média diária se manteve em torno de 76%. Também foi pequena a variação no número de municípios que destinam o lixo irregularmente, 51%.

Sobre a proporção de resíduos reciclados, houve aumento de 8% em todo o território nacional. O índice de resíduos reciclados em 2019 é de 3,9%, ante 3,6% verificado na edição de 2018.

Estudo avaliou 3.317 municípios

No estudo, foram considerados 3.317 municípios, distribuídos por todos os Estados e Distrito Federal. O Islu analisa os dados oficiais mais recentes disponibilizados pelos próprios municípios no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis).

Na quarta edição, o estudo mostrou que 340 municípios ainda possuem desempenho muito fraco, apresentando notas abaixo de 0,499. Além disso, 828 cidades aparecem no nível considerado baixo (entre 0,500 e 0,599) e 1.692 já possuem nível médio no índice (entre 0,600 e 0,699). Por outro lado, apenas 453 municípios aparecem no nível alto (entre 0,700 e 0,799). No topo do ranking da sustentabilidade, com notas acima de 0,800 (nível muito alto), estão apenas quatro cidades.

Cidades menores têm os piores índices

Apesar da melhora das cidades maiores, que elevaram sua média de 0,651 para 0,666 nos últimos quatro anos, os municípios com menos de 50 mil habitantes vêm piorando seu desempenho. De 0,618 em 2015, o índice das cidades menores recuou para 0,612 em 2019. Isso porque as localidades com mais população possuem maior escala econômica, permitindo viabilidade financeira para custear os serviços. Já as pequenas cidades, com orçamento menor, precisam se unir e buscar soluções regionalizadas para garantir a viabilidade logística da atividade e, dessa forma, reduzir os custos.

Para Diogo Carvalho, sócio da PwC Brasil, qualquer país que queira um crescimento com sustentabilidade deve aderir cada vez mais às políticas de processamento de lixo. A providência é básica para que isso não se torne um problema de saúde pública. “Exatamente por isso, a parceria da PwC Brasil e do Selurb é tão importante.”

De acordo o Selurb, os dados analisados são sempre os de dois anos antes. Isso acontece porque as prefeituras inserem essas informações nas plataformas no final de cada ano e são referentes ao ano anterior. Ou seja, os dados do Islu 2019 são de 2017.

Impacto da crise econômica

“Se há queda no índice, portanto, ela ocorre porque coincide com a crise econômica do Brasil, que impacta os municípios e piora o serviço de lixo das cidades. Se há melhora, é em função da Prefeitura esforçar-se para se adequar às metas do Pnrs, eliminando, por exemplo, os lixões e destinando os resíduos para aterros. Muitas cidades também melhoraram a sustentabilidade porque instituíram alguma fonte de custeio para as atividades de limpeza urbana, a chamada arrecadação específica. A fonte de custeio, seja por taxa ou tarifa, integral ou parcial, era uma das exigências da política Pnrs”, explica Carvalho.

Dados de Sorocaba

Confira os dados de Sorocaba referentes ao levantamento de 2019:

Cobertura da coleta de lixo……………..100%

Proporção da reciclagem…………………1,81%

Origem dos recursos……………………….Taxa do lixo

Destinação dos resíduos sólidos……….Correta

Índice de Sustentabilidade……………….0,719

Fonte: Selurb / *Dado antes do último levantamento do IBGE

Confira todas as pesquisa no site da PwC Brasil.

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