Sorocaba e Região

Sorocaba e região terão mais 47 escolas estaduais com ensino integral em 2021

Na cidade, serão mais 16 instituições em tempo integral
A escola Júlio Prestes de Albuquerque (Estadão) está entre as que terão o Programa de Ensino Integral (PEI). Crédito da foto: Vinícius Fonseca (06/10/2020)

Sorocaba e região terão, no total, mais 47 escolas com ensino em período integral no ano que vem. Só na cidade serão mais 16 escolas estaduais que farão parte do Programa de Ensino Integral (PEI). Entre elas, estão as tradicionais Júlio Prestes de Albuquerque (Estadão) e Antônio Padilha. Em todo o Estado, em 2021, o total de escolas estaduais com ensino integral será de 1.064, o que representa um aumento de quase 300%. O anúncio foi feito pelo governo estadual nesta quinta-feira (5).

Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação, as escolas estaduais de Sorocaba que terão ensino em tempo integral no ano que vem são: Ezequiel Machado Nascimento, Senador Vergueiro, Accácio de Vasconcellos Camargo, Antônio Cordeiro, Antônio Padilha, Arquimínio Marques da Silva, Francisco Camargo César, Genésio Machado, Geraldo do Espírito Santo Fogaça de Almeida, Gualberto Moreira, José Reginato, Júlio Prestes de Albuquerque, Maria Ondina Andrade, Visconde de Porto Seguro, Roque Conceição Martins, e Wanda Costa Daher.
Já na região de Sorocaba, os municípios que também terão escolas em tempo integral em 2021 são: Itapetininga, Votorantim, Itu, Ibiúna, Piedade, São Miguel Arcanjo, Tatuí, Sarapuí, Porto Feliz, Iporanga, Apiaí, Guapiara, Botucatu, Jacareí, Itararé, Itaberá, Itaporanga, Riversul, Piraju e Vargem Grande Paulista.
Ainda conforme a pasta, serão, ao todo, 542 mil vagas para alunos dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio. Com a ampliação do PEI em 2021, o total de unidades escolares que irão funcionar nesta modalidade subirá dos atuais 364 desde 2018, para 1.064 a partir do ano que vem, ou seja, 700 a mais.
Porém, conforme o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, 400 novas escolas irão começar a funcionar a partir de fevereiro em tempo integral. “Elas vão ofertar 254 mil novas vagas para alunos dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio”, disse. As demais 300 não foi informado quando iniciarão o ensino em tempo integral.
De acordo com a pasta estadual, as novas escolas manifestaram interesse em aderir ao programa e obedecem aos critérios estabelecidos pela Secretaria da Educação, como ter mais de 12 salas de aulas e atender a uma comunidade com maior vulnerabilidade socioeconômica.
Quando as 1.064 escolas estaduais, em todo o Estado, estiverem operando com o ensino integral, o total representará 15% da rede. Em 2019, fazia parte do PEI 4% da rede estadual, com 135 mil alunos. O programa contempla 48% dos municípios do Estado. Com esta expansão, mais 82 cidades terão PEIs.

Programa diferente

Pelo novo programa, os estudantes passam a ter uma matriz curricular diferenciada que inclui projeto de vida, orientação de estudos e práticas experimentais. Há ainda clubes juvenis de acordo com temas de interesse como dança, xadrez e debates.
Os alunos contam com o apoio do professor tutor para fortalecer sua excelência acadêmica e na orientação do projeto de vida. Também frequentarão disciplinas eletivas escolhidas de acordo com seus objetivos. A carga horária é de até nove horas e meia. Na rede regular, a jornada é de cinco horas e quinze minutos.
Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019 divulgados recentemente apontaram que as escolas do PEI de ensino médio de São Paulo cresceram 1,2 ponto em relação ao último indicador, enquanto as escolas da rede regular subiram 0,6. As 33 escolas estaduais de São Paulo de ensino médio com melhores indicadores são todas integrantes do PEI.
Nos anos finais do ensino fundamental, o cenário se repete: nove das 10 primeiras escolas da rede estadual de São Paulo com melhores notas do Ideb são do PEI. Estudos ainda mostram que o ensino integral aumenta a empregabilidade e renda dos egressos.
O investimento na modalidade ainda é uma das metas dos Planos Nacional e Estadual de Educação, que determinam que 50% das escolas devem oferecer o ensino integral até 2024 e 2026, respectivamente. (Ana Cláudia Martins) 
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