Sorocaba e Região

Sorocaba cria Comitê Cidades Inteligentes

Grupo promoverá ações ligadas à tecnologia que possam contribuir para o desenvolvimento do município
Sorocaba cria Comitê Cidades Inteligentes
Os recursos tecnológicos estão em vários pontos de Sorocaba, mas a cidade pode avançar mais neste aspecto. Crédito da foto: Emidio Marques / Arquivo JCS (4/10/2011)

O Comitê Cidades Inteligentes de Sorocaba foi criado nesta sexta-feira (6), no Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS), com 30 assinaturas de representantes de órgãos municipais, estaduais, federais, acadêmicos e empresariais. Liderado pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sorocaba (Aeas) e aberto para as demais entidades, o Comitê tem o intuito de promover e integrar ações relacionadas ao tema Smarti Cities que possam ser implantadas no município.

Participaram das atividades desta sexta-feira (6) cerca de 400 pessoas, segundo avaliação do presidente da Aeas, José Carlos Carneiro. A programação foi iniciada anteontem, na Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), quando mais de 300 pessoas assistiram a palestras sobre variados temas ligados à tecnologia e gestão. Ontem, os trabalhos tiveram a participação do secretário estadual da Habitação, Flavio Amary, e do deputado federal Jefferson Campos (PSB). A prefeita Jaqueline Coutinho foi representada por secretários municipais e o deputado federal Vitor Lippi (PSDB) foi representado pelo assessor Luiz Antonio Quilicci Leite. A vereadora Iara Bernardi (PT) também esteve presente.

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O Comitê Cidades Inteligentes foi criado no encerramento do “Fórum Cidades Inteligências: Tendências”, que teve os trabalhos executados na Facens e no PTS. O presidente da Aeas, José Carlos Carneiro, disse que o Comitê vai organizar as ideias discutidas no Fórum para que elas se tornem ferramentas de gestão. Ele programa a realização de novos encontros para a discussão de temas específicos ligados ao conceito de Cidades Inteligentes.

Os participantes elogiaram o volume e a qualidade dos conceitos e ideias sobre Cidades Inteligentes. O diretor executivo da Agência Metropolitana de Sorocaba, Márcio Tomazela, avaliou que as ideias discutidas vão trazer contribuição significativa para os municípios da região. Iara Bernardi e a professora doutora Iara Negreiros informaram que o setor acadêmico tem pesquisas que também podem contribuir com a formulação de políticas públicas.

Sorocaba integrada

Sorocaba cria Comitê Cidades Inteligentes
Comitê tem representantes de órgãos públicos, acadêmicos e empresariais. Crédito da foto: Cortesia / Lucas Negrão

O secretário municipal de Planejamento, Fábio Martins, classificou o Fórum como “fundamental” para o crescimento da cidade. Segundo ele, Sorocaba está integrada no conceito de Cidades Inteligentes. São 500 quilômetros de fibra ótica distribuídos no município, 338 pontos em próprios municipais conectados à rede de internet, e mais 64 pontos de internet gratuita espalhados pela cidade. “Tudo isso gera informação em tempo real de comunicação e a gente vem buscando com isso a gestão de todos os dados para buscar melhorar o atendimento ao público”, disse Martins.
Segundo ele, o objetivo é devolver à população a prestação de serviços com qualidade. Ele disse que o Fórum foi a oportunidade para conhecer novas tecnologias e ideias e fazer contatos. Martins acrescentou que Sorocaba é “uma cidade bem preparada” em termos de infraestrutura, o que inclui a tecnologia, e disse que esse fator tem contribuído para atrair investimentos.

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Na análise de Carneiro, as ferramentas tecnológicas estão em vários pontos do município, mas isso não basta: “Como é que se usa essa ferramenta? Entupir a cidade de sensores não quer dizer que a cidade seja inteligente, porque é preciso saber como usar essa ferramenta.”

O debate vai longe. Por exemplo, o professor de administração e engenharia Luiz Leite, que representou o Conselho da Associação Comercial de Sorocaba (Acso) no evento, ensinou que “tecnologia é ferramenta”, mas advertiu que “ela não pode ser um fim em si mesma quando a gente pensa em sociedade”. Na gestão pública, por exemplo, podem surgir problemas que acabam por provocar a paralisação de um projeto por conta de uma emergência que surge e precisa ser resolvida.

Quilicci Leite também lembrou que governos deparam com escolhas: os investimentos devem ser feitos em tecnologia ou em ações básicas para atender comunidades carentes? Ele acha que as duas necessidades requerem investimentos. Acrescentou que o setor privado tem mais facilidade de se adaptar às mudanças introduzidas pela tecnologia, mas para o setor público isso é mais complexo. Nesse aspecto, lembrou que da mesma forma que profissões estão se extinguindo, outras novas surgem, e o mesmo processo deve repercutir no setor público. (Carlos Araújo)

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