Saúde
Hospital de Itapetininga tem superlotação
Unidade precisou tomar medidas de emergência e atua com taxas de até 190% de superlotação
O Hospital Doutor Léo Orsi Bernardes (HLOB) de Itapetininga, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), emitiu um alerta de estado crítico de superlotação, na quarta-feira (30).
O Pronto Socorro da unidade conta com 10 leitos, mas até a publicação da nota, possuía 19 pacientes, ou seja, 190% da capacidade. Outros setores do hospital também estavam lotados, a emergência e semi-intensiva possui 16 leitos e estava com 18 pacientes, 112,5% de ocupação.
A clínica cirúrgica atingiu 108,89% da capacidade, de 45 leitos para 49 pacientes. Enquanto a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 1 e 2 e o Berçário atuavam com 100% de ocupação com 19 e 4 leitos ocupados respectivamente.
Os únicos setores que não haviam atingido a lotação máxima eram a clínica médica, com 67 pacientes para 70 leitos, representando 95,71%; o isolamento, com 5 leitos para 3 pacientes, representando 60% da capacidade e a pediatria, com 6 pacientes para 12 leitos, totalizando 50% da ocupação.
Por meio da nota, o hospital afirma que há 15 dias reportou a situação aos órgãos competentes e diante da situação precisou adotar as medidas de emergência que consistem na suspensão de cirurgias eletivas, para direcionamento das equipes para a urgência e emergência; restrição de encaminhamentos municipais, evitando o encaminhamento de pacientes que não sejam de extrema urgência e emergência e escassez de macas, o que gera risco de retenção de viaturas — ou seja, de mantê-las por mais tempo no hospital — devido ao esgotamento do mobiliário disponível para atendimento.
Ao Cruzeiro do Sul, a Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo, que administra o hospital, afirmou que há oscilações sazonais, no entanto, "a superlotação observada na unidade decorre de múltiplos fatores e diagnósticos médicos, sem uma causa única ou específica. Embora oscilações sazonais façam parte da rotina hospitalar, tem-se registrado um aumento expressivo no volume de pacientes com necessidade de intervenção cirúrgica."
Segundo o hospital, o aumento se dá por fatores diversos como o período de chuvas que eleva o número de quedas principalmente em idosos, acidentes de motos e ocorrências nas rodovias da região.
A administração da unidade afirma ainda que ao longo do tempo aumentou a capacidade operacional, de 132 leitos para 211 e de 600 colaboradores para 911. O hospital também realiza em média 340 procedimentos por mês em cirurgias eletivas e de emergência.