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Fatura

Contas de energia de Votorantim aumentam mais de R$ 800

Munícipes reclamam de valores mais altos após troca de medidores pela CPFL

12 de Agosto de 2026 às 20:50
Thaís Verderamis [email protected]
Relatos também envolvem críticas às condições do novo ponto de atendimento da empresa na região central da cidade
Relatos também envolvem críticas às condições do novo ponto de atendimento da empresa na região central da cidade (Crédito: Thaís Verderamis )

Moradores de Votorantim reclamam de aumentos considerados atípicos nas contas de energia elétrica emitidas pela CPFL Piratininga — os valores apresentam um aumento de mais de R$ 800. As mudanças foram notadas após a substituição dos relógios. Os relatos também envolvem dificuldades para obter esclarecimentos junto à concessionária e críticas às condições do novo ponto de atendimento da empresa na região central da cidade. A CPFL Piratininga considera que podem ser problemas pontuais.

De acordo com as denúncias, as faturas que apresentavam valores de, em média, R$ 200 reais, de acordo com um dos depoimentos, passaram para cobranças próximas a R$1.100. "Constatei que uma conta de abril de 2026, no valor de R$ 1.006,15, foi posteriormente reconhecida pela própria CPFL como faturada a maior, sendo emitida uma nota fiscal substitutiva com a informação de 'Devolução de Pagamento Indevido'", conta um dos moradores, que não quis se identificar.

Já outro morador relatou os mesmos problemas. Após a mudança para um novo endereço em abril deste ano, as contas apresentaram aumento progressivo. De abril para maio, a fatura apresentou aumento de aproximadamente R$ 280. Em junho foi constatada uma cobrança equivocada no mês de maio, o valor pago a mais foi abatido da fatura de junho, que ficou no valor de R$ 187.

No entanto, a fatura do mês seguinte apresentou aumento em R$ 800 e em agosto um aumento de mais R$ 300, atingindo R$ 1.210,16. De acordo com os depoimentos, não houve mudança no número de moradores da residência, ou no modo de consumo.

Outros relatos também indicam aumento de R$ 50 a R$ 200 reais na cobrança dos valores.

Atendimento

Além das reclamações relacionadas aos valores das contas, consumidores também criticam as condições do novo ponto de atendimento da CPFL Piratininga em Votorantim. A agência mudou de endereço há cerca de 10 dias para a avenida 31 de Março, 821. Na fachada, consta o nome da empresa BP Empréstimos, com quem a CPFL Piratininga firmou convênio. No local, há uma pequena placa sinalizando a presença da concessionária.

Segundo consumidores, o espaço é pequeno e possui apenas três cadeiras para quem aguarda atendimento. Eles também afirmam que o local não tem ar-condicionado e que, durante parte do dia, a incidência de sol aumenta o desconforto no interior do estabelecimento.

"Além da dificuldade em obter informações claras, chamou muito a atenção a estrutura disponibilizada pela concessionária para atendimento ao público. O local é extremamente pequeno, sem ventilação adequada, com iluminação precária e sem qualquer conforto para os consumidores", afirma um morador, que preferiu não ser identificado.

O que diz a CPFL

A CPFL foi questionada sobre diversos assuntos: se tem ciência dos casos de aumento; o que pode estar acontecendo para que haja alteração nas cobranças; o protocolo que os clientes devem seguir para solucionar o problema; a situação da nova agência; e outras questões.

A assessoria respondeu que "para que a gente possa checar a situação dos moradores, precisamos do nome completo, endereço e número da UC. Pode ser que seja um problema pontual". Quanto à agência, informa que "em Votorantim, temos um posto de atendimento. Ou seja, um comércio que se torna conveniado e passa atender os clientes. Não é uma agência da CPFL, no entanto eles podem fazer dezenas de serviços". E que "em agências conveniadas, a empresa deve cumprir requisitos de acessibilidade e comunicação, como rampa de acesso e quadro de avisos. A CPFL Piratininga não interfere na estrutura interna do local".

Também indica que "eventuais dúvidas na primeira fatura após a troca decorrem do cálculo proporcional entre o medidor antigo (retirado) e o novo (instalado), o que pode gerar percepção de variação temporária, sem relação com o funcionamento do novo equipamento".

 

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