Agressão
Caso de suspeita de maus-tratos contra idosa de 96 anos é investigado em Salto de Pirapora
Vítima foi encontrada com hematomas e encaminhada à Santa Casa; Polícia Civil investiga o caso registrado pela GCM
Uma idosa de 96 anos foi socorrida pela Guarda Civil Municipal (GCM) na manhã de quarta-feira (5), no bairro Bela Vista, na região central de Salto de Pirapora, após uma enfermeira identificar hematomas no rosto da vítima. O caso foi registrado como suspeita de maus-tratos e será investigado pela Polícia Civil.
Segundo o boletim de ocorrência, a enfermeira encontrou a idosa na rua acompanhada da cuidadora e acionou a GCM para acompanhar a situação. Aos agentes, a cuidadora relatou que também havia percebido marcas no corpo da vítima, incluindo uma lesão no pescoço que, segundo ela, poderia ser semelhante a marcas de dedos.
A cuidadora informou que havia trabalhado com a idosa em 30 de julho e que, naquela data, não havia hematomas. Ao retornar ao serviço na sexta-feira (31), encontrou novas marcas e disse ter ficado preocupada com a situação. Na segunda-feira (3), entrou em contato com a neta da vítima e pediu demissão.
Ainda de acordo com o registro policial, a cuidadora relatou a existência de denúncias anteriores ao telefone 153 sobre possíveis maus-tratos contra a idosa e a elaboração de um relatório pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Também foram mencionados relatos de vizinhos sobre gritos e xingamentos durante a noite, além de uma suspeita de que a vítima seria dopada.
Questionada pelos agentes, a cuidadora afirmou que administrava apenas medicamentos prescritos para pressão arterial e negou o uso de calmantes.
A neta da idosa informou que os hematomas poderiam ter sido causados por uma queda da cama, quando a vítima teria batido contra a parede. No entanto, a idosa apresentava marcas no rosto, na região lombar e nas pernas.
A vítima foi encaminhada à Santa Casa de Salto de Pirapora, onde exames preliminares apontaram luxação no ombro e hematomas provocados por pancadas, mas a equipe médica não conseguiu determinar a origem das lesões. Também foi identificada uma lesão no pescoço, sem confirmação da causa. Foram solicitados exames complementares de sangue, tomografia, raio-X e toxicológico, cujos resultados ainda estão em análise.
Durante o trajeto até o hospital, segundo o BO, a idosa relatou que apanhava com um chinelo, mas não informou quem seria o responsável. Ela permaneceu em observação, lúcida, e foi acompanhada pelo Conselho do Idoso, representantes do CREAS e uma psicóloga.
O caso foi registrado como maus-tratos e ninguém foi preso em flagrante. A Polícia Civil investiga a ocorrência.
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