Denúncia
Vereador de Pilar do Sul é acusado de importunação sexual
O caso ocorreu em um supermercado de Sorocaba; divergindo informações das partes envolvidas quanto à intencionalidade do fato
O vereador Lurian Gabriel (Republicanos), de Pilar do Sul, foi denunciado em abril de 2026 por importunação sexual contra um menor de 18 anos, em um supermercado na cidade de Sorocaba.
O caso repercutiu a partir de uma nota oficial da Câmara de Pilar do Sul, publicada na segunda-feira (6), que informa que tomou conhecimento, por meio de vídeos divulgados nas redes sociais, de um caso envolvendo a suposta prática de importunação sexual atribuída a um vereador (sem citar o nome) da Casa. O Legislativo de Pilar do Sul ressalta que, até então, não havia qualquer comunicação ou protocolo sobre o fato.
"Diante da repercussão do caso, a Mesa Diretora adotou as providências previstas no Regimento Interno, encaminhando o assunto à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, órgão competente para analisar a conduta parlamentar no âmbito da Câmara Municipal. A Câmara acompanhará o procedimento, assegurando o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, sem antecipar qualquer julgamento ou conclusão", afirma o Legislativo de Pilar do Sul, por meio da nota.
Boletim
O Cruzeiro do Sul teve acesso ao boletim de ocorrência registrado no plantão policial de Sorocaba, em que a vítima afirma que o vereador Lurian teria de forma intencional cometido o ato de importunação sexual, ao tocar seu órgão genial, fato confirmado por seu responsável legal.
Na versão apresentada à polícia, o vereador afirma que o ato ocorreu por meio não intencional, onde por estar com proximidade física da vítima, acabou por "tocá-la sem qualquer intencionalidade". Não foi relacionada testemunha.
O caso está a cargo da Polícia Civil de Sorocaba, que analisa imagens do sistema de segurança do supermercado para dar sequência às investigações.
Defesa
O vereador foi procurado para comentar sobre o ocorrido e indicou o seu advogado Guilherme Parisi, que enviou uma nota.
"Até o presente momento, o caso encontra-se em fase de tratativas e análise perante o Ministério Público, sem que tenha havido recebimento de denúncia pelo Poder Judiciário. Portanto, não há formação de culpa, não há condenação e nenhuma das alegações divulgadas pode ser tratada como fato comprovado. A defesa técnica nega a veracidade da acusação e reafirma que todos os pontos serão enfrentados no momento processual adequado, com serenidade, responsabilidade e estrita observância ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência", afirma o advogado do vereador. (Frederico Spindola - programa de estágio)