Clima
Semana começa com frio e previsão de chuva na Região Metropolitana de Sorocaba
A semana começou com baixas temperaturas e previsão de chuva na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, o tempo deve seguir instável nos próximos dias, com pancadas de chuva principalmente à tarde e à noite.
As menores temperaturas registradas na madrugada desta segunda-feira (18) na região até o momento foram em Tietê, com 12,8°C, seguida de Ibiúna, com 14,5°C, São Roque, com 15°C, Iperó e Tapiraí, ambas com 15,2°C. Já Salto registrou 15,3°C e São Miguel Arcanjo marcou 15,9°C.
Na terça-feira (19), a previsão é de chuva durante o dia, com possibilidade de garoa à noite e céu nublado. As temperaturas variam entre 14°C e 17°C.
Na quarta-feira (20), o sol aparece entre muitas nuvens e o céu deve ficar nublado em alguns períodos. A chance de chuva é baixa durante a noite. A mínima será de 14°C e a máxima de 22°C.
Na quinta-feira (21), o sol volta a aparecer entre nuvens, mas o céu segue encoberto em vários momentos do dia. À noite, o tempo continua fechado. Os termômetros devem marcar entre 13°C e 19°C.
Na sexta-feira (22), o dia será de muitas nuvens e céu nublado, com previsão de pancadas de chuva durante a noite. A mínima será de 13°C e a máxima de 22°C.
No sábado (23), o sol aparece entre algumas nuvens, mas há previsão de chuva rápida durante o dia e à noite. As temperaturas variam entre 14°C e 18°C.
Já no domingo (24), o sol continua entre muitas nuvens e o céu deve permanecer nublado em alguns períodos. A noite será de muitas nuvens. A mínima prevista é de 15°C e a máxima de 22°C.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), os maiores volumes de chuva registrados nas últimas 72 horas na RMS foram em bairros de Sorocaba, Mairinque e Itapetininga. Em Sorocaba, o bairro dos Morros registrou 45 milímetros de chuva, seguido pelo Cerrado, com 43 mm, e Brigadeiro Tobias, com 38 mm. Em Itapetininga, o Centro registrou 39 mm, enquanto Mairinque teve acumulados de até 36 mm na região central.
Outras cidades da região também tiveram altos índices de chuva, como Votorantim, com 29 mm, Araçariguama, com 28 mm, São Roque e Piedade, ambas com 27 mm, além de Tatuí, Itu e Salto.
Alerta
A queda nas temperaturas causada pela frente fria aumenta os riscos à saúde, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Segundo a médica Anna Julia Prata, o período favorece o aumento de doenças respiratórias, como gripe, resfriado, rinite, sinusite, asma e bronquite.
“Durante as frentes frias, há um aumento importante dos casos de doenças respiratórias, principalmente porque as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, o que facilita a transmissão de vírus”.
Ela destaca ainda que o frio pode impactar diretamente o sistema cardiovascular. “As baixas temperaturas provocam uma contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial e aumentar a sobrecarga do coração”, explica a médica. Segundo ela, esse efeito exige atenção redobrada em pessoas com histórico de hipertensão e doenças cardíacas.
O período também pode favorecer desidratação, piora de dores articulares e maior vulnerabilidade a infecções respiratórias.“Mesmo no frio, a ingestão de líquidos costuma diminuir, o que pode levar à desidratação e piora do estado geral de saúde”, alerta.
Entre os grupos mais vulneráveis estão idosos e crianças, que possuem maior dificuldade para regular a temperatura corporal e apresentam imunidade mais sensível.“Idosos e crianças têm uma resposta mais limitada às mudanças de temperatura, por isso estão mais suscetíveis a complicações nesse período”, afirma.
A orientação é manter a hidratação mesmo sem sede, usar roupas adequadas para proteção térmica, evitar mudanças bruscas de temperatura e manter os ambientes ventilados. A atualização da vacinação contra gripe e COVID-19 também é recomendada para reduzir riscos de complicações.
Também é importante reforçar hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência e evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral.“Sintomas como febre persistente, falta de ar, cansaço excessivo e piora do estado geral devem ser avaliados por um profissional de saúde”, orienta a médica.
Nos idosos, o frio pode aumentar o risco de descompensação de doenças crônicas, como hipertensão e problemas cardíacos.“Esse é um período em que vemos aumento da procura por serviços de saúde, principalmente por doenças respiratórias e agravamento de condições já existentes”. (Maria Clara Campos - Programa de Estágio)