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Pedreira da Votorantim Cimentos é interditada pelo Ministério do Trabalho e Emprego

Medida foi tomada após a morte de um funcionário na pedreira na última sexta-feira (24)

29 de Abril de 2026 às 14:04
Thaís Verderamis [email protected]
Empresa é interditada após morte de funcionário
Empresa é interditada após morte de funcionário (Crédito: Reinaldo Santos )

A pedreira Ponte Alta da empresa Votorantim Cimentos foi interditada na manhã desta quarta-feira (29), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), até que a empresa cumpra com os termos da Norma Regulamentadora 22 (NR-22), que aborda as condições de segurança e saúde na área da mineração.

O MTE determina que a empresa cumpra com as normas que abordam procedimentos técnicos que garantam a estabilidade do local de trabalho; protocolos de segurança em casos de situações de potencial instabilidade, paralisando imediatamente as atividades; e o acompanhamento de situações de potencial instabilidade no solo.

A medida foi tomada devido a um acidente que ocorreu na Mineração Ponte Alta, em Salto de Pirapora, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), na última sexta-feira (24), em que um deslizamento de terra soterrou um colaborador, que devido a múltiplas lesões traumáticas, morreu no local.

O operador de escavadeira Luiz Leandro de Oliveira, 42 anos, era colaborador da empresa Ambipar Environmental Mining MTDA desde 2020. A empresa se pronunciou no dia do acidente, por meio de nota, lamentando o ocorrido e afirmou que as circunstâncias estão sendo apuradas pelas autoridades competentes e que a empresa acompanha de perto as investigações.

Pronunciamento

Segundo a empresa, “a Votorantim Cimentos informa que paralisou, espontaneamente, a operação da mina de Ponte Alta desde a ocorrência registrada no dia 24 de abril. A empresa segue apurando a ocorrência e colaborando com as autoridades. Inspeções estão sendo realizadas por especialistas externos para avaliar a retomada da operação com segurança”.

No entanto, segundo o MTE, há denúncias a respeito de deslizamento de pedras e sedimentos no local, o que demonstraria que as atividades não teriam sido totalmente suspensas no local até esta quarta-feira (29).

O Cruzeiro do Sul noticiou na terça-feira (28) um novo deslizamento de terra, que teria acontecido na segunda-feira (27), no local. De acordo com o engenheiro auditor-fiscal do trabalho João Lúcio Spindola Sanches, o local segue instável e por medida de segurança foi determinado a paralisação total das atividades.

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