Prisão
Dupla é indiciada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver
Padrasto e mãe de criança morta e enterrada no quintal em Itapetininga passam para prisão preventiva
O padrasto e a mãe de Maria Clara Aguirre Lisboa, de seis anos, foram indiciados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver em Itapetininga, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). A alteração de prisão temporária para preventiva foi deferida pela Justiça após o laudo necroscópico apontar asfixia mecânica por soterramento, afirma a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Isso indica que a criança ainda estava viva quando foi enterrada.
O padrasto confessou o crime no dia 14 de outubro de 2025 e foi preso em flagrante. A mãe da criança também foi presa por ocultação de cadáver. Segundo a SSP, o caso foi investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga.
Relembre o Caso
Uma menina de seis anos ficou desaparecida por cerca de uma semana no bairro Morro Alto, em Itapetininga, RMS, em outubro de 2025. O pai biológico da criança procurou a polícia após perder o contato com a filha e com a ex-companheira.
A princípio a ocorrência foi recebida como um caso de desaparecimento, no entanto, após informações de que a menina poderia estar morta, a polícia mudou a abordagem.
Os agentes localizaram o padrasto e a mãe de Maria Clara, que tinham mudado de endereço. Ambos foram levados para a delegacia e apresentaram contradições no depoimento.
Durante os interrogatórios foi confirmado o histórico de violência do padrasto que já havia sido denunciado pela mãe da criança. O homem confessou o crime e apontou aos policiais a localização do corpo, que foi encontrado enterrado e concretado no quintal de uma casa no bairro São Camilo, em Itapetininga.
A estimativa é de que o corpo já estava enterrado há cerca de 20 a 30 dias. O casal passou por audiência de custódia no dia 15 de outubro de 2025 e tiveram a prisão preventiva decretada por 30 dias.