Tortura
Homem é preso depois de torturar e tentar matar companheira em Itapetininga
Vítima relata ter sido mantida em cárcere, agredida, tatuada à força e violentada pelo companheiro
Uma mulher de 28 anos foi vítima de um caso extremo de violência doméstica na madrugada desta terça-feira (22), em Itapetininga, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). O companheiro dela, de 32 anos, foi preso em flagrante após a vítima conseguir escapar e procurar ajuda.
De acordo com o delegado Franco Augusto Costa Ferreira, a mulher procurou o plantão policial acompanhada de um familiar e relatou que foi mantida em cárcere privado e submetida a agressões físicas e psicológicas ao longo de toda a madrugada. “Diante da situação de flagrante, nos deslocamos até o local, realizamos a abordagem e conduzimos o suspeito à delegacia”, afirmou.
A vítima contou que as agressões começaram enquanto ela dormia. “Eu acordei com um monte de soco na cabeça”, relatou. Segundo ela, ao tentar se defender, foi imobilizada. “Ele amarrou minhas mãos para trás e começou a torturar.”
A mulher afirmou que passou horas sob violência contínua. “Foi uma tortura sem fim. Foi das três da madrugada até depois do meio-dia”, disse. Durante esse período, o agressor teria utilizado objetos para feri-la, além de realizar tatuagens sem consentimento. “Ele pegou a máquina de tatuagem e começou a escrever nas minhas pernas”, contou.
A vítima também relatou episódios de humilhação e violência psicológica. “Ele me torturava e ficava zombando. Quando eu não respondia o que ele queria, ele machucava mais”, afirmou.
Segundo o delegado, além das agressões físicas, há indícios de violência sexual, confirmados inicialmente por exames do Instituto Médico Legal (IML). “Trata-se de um caso com múltiplos crimes, como tentativa de feminicídio, cárcere privado, estupro e tortura”, explicou Franco.
A vítima conseguiu escapar após o agressor adormecer. “Ele dormiu do meu lado e eu ainda amarrada. Consegui me soltar e saí descalça para pedir ajuda”, disse. Ela acionou familiares e, em seguida, procurou a polícia.
Ainda conforme a vítima, já haviam ocorrido agressões anteriores, mas nunca com essa gravidade. “Ele já tinha me agredido antes, mas não assim. Dessa vez foi para matar, matar lentamente”, afirmou.
A mulher recebeu atendimento médico e, segundo a polícia, apesar de não haver risco imediato de morte, o estado psicológico é considerado crítico. Ela deve passar por novos exames para avaliação das lesões.
O acusado permanece preso, e a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva. O caso segue em investigação.
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