Região
Elevado do km 75 da Raposo Tavares em Alumínio é liberado nos dois sentidos
Moradores destacam alívio com o novo acesso, mas apontam pendências na finalizaçãodas obras
Os motoristas que passam pela rodovia Raposo Tavares (SP-270), no trecho entre Alumínio e Sorocaba, agora contam com um novo acesso. No quilômetro 75, a ViaOeste liberou o tráfego de veículos sobre o elevado nos dois sentidos, bem como um novo acesso por baixo da ponte, que liga dois pontos da cidade de Alumínio.
Segundo a concessionária, as obras no local fazem parte da duplicação do trecho e já estão na fase final. Com a entrega, os veículos passam a trafegar em ambos os sentidos, com liberação parcial. No sentido Capital (leste/SP), estão liberadas a faixa da direita (dois) e o acostamento. A faixa da esquerda (um) permanece bloqueada. Já no sentido Interior (oeste/Sorocaba), a circulação ocorre pela faixa da esquerda (um), com interdição da faixa da direita (dois).
As obras seguem em fase de finalização, com execução de acabamentos, sinalização definitiva, dispositivos de drenagem e elementos de segurança. Durante esse período, a recomendação é que os condutores redobrem a atenção nos trechos, respeitando a sinalização e os limites de velocidade, para manter a segurança no trânsito e também dos profissionais que estão trabalhando.
Ainda de acordo com a ViaOeste, as obras têm impacto positivo para os motoristas, como maior fluidez no tráfego, melhor organização do fluxo e aumento da segurança viária.
Na prática
O novo acesso e a duplicação da Raposo Tavares (SP-270) serão funcionais e devem trazer melhorias no tráfego para os motoristas que utilizam o trecho. No entanto, as mudanças na rotina dos moradores da região que usam as vias diariamente serão ainda mais significativas.
Para Marli Andrea Almeida Palma, taxista e moradora de Alumínio, a liberação do trecho trouxe um alívio significativo. Ela conta que, antes das obras, precisava percorrer vários quilômetros para atravessar a cidade pela Raposo Tavares (SP-270). “Agora ficou bom, porque a gente sofreu. Sofreu muito. Eu moro do outro lado da pista e, quando o acesso estava fechado, tinha que descer até o retorno para conseguir chegar em casa. Para ir e voltar, eu precisava rodar seis quilômetros”, explica.
De acordo com a taxista, o local apresentava diversos problemas. “Foram mais de três anos de tortura aqui. Era caminhão que enroscava toda hora, não conseguia subir e voltava de ré. Teve dias em que a gente gastou trinta minutos do trevo até aqui e, para outra alternativa, tinha que rodar mais de seis quilômetros”, conta.
Apesar dos avanços, ela aponta que ainda faltam melhorias e adaptação às novas regras do local. “Se eles não abrirem logo do outro lado, acontece o que está acontecendo: o pessoal anda na contramão”, afirma.
Além do impacto no tráfego, as mudanças também afetaram o comércio local. Segundo um comerciante que preferiu não se identificar, a situação atual atrapalha bastante. “O pessoal opta por passar direto por não ter lugar para parar mesmo. Vez ou outra até param em frente, mas com o risco de tomar multa. Diminuiu bastante o movimento”, relata.
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