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Defesa Civil de SP apresenta tecnologias e reforço estrutural no combate aos incêndios florestais

12 de Fevereiro de 2026 às 21:00
João Frizo [email protected]
Evento reuniu representantes do poder público, do setor agropecuário e das forças de segurança em Itu
Evento reuniu representantes do poder público, do setor agropecuário e das forças de segurança em Itu (Crédito: JOÃO FRIZO)

A Defesa Civil do Estado de São Paulo apresentou, nesta terça-feira (10), durante o seminário “Inovação no Enfrentamento aos Incêndios e na Segurança no Campo”, realizado em Itu, as principais ações adotadas para a prevenção e o combate aos incêndios florestais, com foco em tecnologia, planejamento antecipado e fortalecimento das Defesas Civis municipais.

O evento reuniu representantes do poder público, do setor agropecuário e das forças de segurança para debater estratégias de gestão de riscos e proteção de áreas rurais, especialmente no período de estiagem.

Retardante do fogo reduz tempo de combate

Entre os destaques apresentados está a utilização de um produto retardante do fogo, implantado pela Defesa Civil estadual desde o ano passado e já utilizado em ocorrências registradas no Estado. Segundo o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Rinaldo de Araujo Monteiro, o material possui certificação ambiental e não causa impactos ao solo.

“O produto não é muito barato, é caro, mas traz um resultado excepcional para nós. É um produto que tem toda a certificação, e isso para não afetar realmente as condições do solo”, afirmou.

De acordo com o coronel, o principal ganho está na eficiência das operações. “Ele ajuda e reduz em cinco vezes o tempo de combate a incêndio. Então, isso reduz custo para nós, reduz custo de operação, de equipamentos, de pessoal”, explicou.

Mapa de risco permite antecipação das ações

Outro ponto abordado no seminário foi o Mapa de Risco de Incêndio, ferramenta utilizada pela Defesa Civil para identificar áreas com maior propensão a focos de incêndio. O sistema integra informações meteorológicas e ambientais, como previsão do tempo, temperatura, vento, umidade do ar e histórico de ocorrências.

“O mapa de incêndio intercala e integra algumas informações. Ele analisa previsão do tempo, temperatura, vento e umidade do ar”, explicou o coronel.

Segundo ele, a ferramenta classifica as regiões do Estado por níveis de risco, que vão de muito baixo até situação de emergência, e permite previsões com até cinco dias de antecedência. “A gente consegue monitorar e ter essa previsão até o dia de hoje e por mais cinco dias”, disse.

As informações são repassadas às Defesas Civis municipais para auxiliar no planejamento antecipado das ações. “O sistema estadual distribui isso para que as Defesas Civis municipais possam ter a informação e saber se antecipar nas ações”, completou.

Viaturas e caminhões-pipa para os municípios

Em entrevista ao Cruzeiro do Sul, o coordenador estadual também destacou o processo de estruturação das Defesas Civis municipais. Segundo ele, o Estado está concluindo a entrega de viaturas e equipamentos para todos os municípios paulistas.

“Nós estamos entregando agora mais 36 viaturas, fechando assim todos os 645 municípios do Estado com viaturas e com equipamentos para estruturar a sua Defesa Civil municipal”, afirmou.

Além das viaturas e kits de combate a incêndio, o Estado ampliou a entrega de caminhões-pipa. “Já entregamos 20 no ano passado e estamos comprando mais 40 agora para entregar até o final deste primeiro semestre”, disse o coronel.

Novas tecnologias em avaliação

O coronel Rinaldo também comentou sobre novas tecnologias observadas em experiências internacionais, como drones de grande porte para combate a incêndios. Segundo ele, trata-se de equipamento novo e de alto custo, que ainda depende de avaliação técnica e regulamentação.

“É um equipamento novo, de alto custo, e a gente tem que analisar com cautela para fazer uma aquisição e ter realmente a utilização efetiva do equipamento”, explicou.

A possibilidade em estudo é a adoção de um modelo de uso compartilhado. “A ideia é fazer nesse mesmo formato que a gente faz hoje com a locação de aeronaves, em que só se paga quando há necessidade de acionamento”, afirmou.

Operação SP Sem Fogo

O coordenador destacou os investimentos realizados na Operação SP Sem Fogo, política pública voltada à prevenção, monitoramento e resposta aos incêndios florestais no Estado.

“São várias inovações que a gente tem feito para melhorar, elevar mais informação, segurança e proteção à população”, concluiu.

O seminário foi realizado pela Faesp e pelo Senar-SP, com apoio da Prefeitura de Itu.