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Imunização

Votorantim intensifica vacinação contra febre amarela e sarampo

Campanha ocorre até 6 de fevereiro nas unidades de saúde e terá Dia D no sábado

03 de Fevereiro de 2026 às 11:00
Da Redação [email protected]
As vacinas estão disponíveis entre os dias 2 e 6 de fevereiro, durante o horário regular de atendimento nas unidades de saúde
A vacinação foi motivada pelo registro de casos de sarampo no Estado de São Paulo e de febre amarela em cidades da região (Crédito: Fábio Rogério )

A Prefeitura de Votorantim intensificou as ações de vacinação contra a febre amarela e o sarampo, seguindo recomendações da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e do Ministério da Saúde. A iniciativa busca ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção da população contra as duas doenças.

As vacinas estão disponíveis até 6 de fevereiro, durante o horário regular de atendimento nas unidades de saúde. No sábado (7), será realizado o Dia D de vacinação, das 9h às 14h, no Auditório Municipal Francisco Beranger, juntamente com o atendimento do programa Prefeito no Bairro.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde de Votorantim, Fabiane Moralez, a intensificação foi motivada pelo registro de casos de sarampo no Estado de São Paulo e de febre amarela em cidades da região.

“Tiveram casos de sarampo em São Paulo e de febre amarela em Campinas. Por isso, o Estado, junto com o Ministério da Saúde, solicitou que todos os municípios participassem dessa intensificação”, explicou.

Segundo a diretora, a vacinação é seletiva, com análise prévia da carteira de vacinação antes da aplicação da dose.

“A equipe confere a carteirinha para verificar se a pessoa já tomou ou não a vacina. A partir disso, é feita a aplicação”, disse.

Fabiane também relembrou que, em 2018, Votorantim enfrentou um surto de febre amarela, com registro de casos em macacos, o que levou à intensificação da vacinação naquele período.

“Na época, foi feita a vacinação fracionada, que tem validade de oito anos. Esse prazo venceu, então as pessoas precisam receber a dose plena, que garante imunidade por toda a vida”, afirmou.

Em relação à vacina contra sarampo, caxumba e rubéola, a diretora explicou que ela integra o calendário infantil e que pessoas que não receberam as doses nos prazos corretos devem atualizar a carteira de vacinação.

“Crianças que não tomaram as doses aos 12 e 15 meses precisam regularizar. Pessoas de 5 a 29 anos necessitam de duas doses para estarem imunizadas. Já quem tem entre 30 e 59 anos precisa de uma dose, caso não tenha comprovação”, detalhou.

Ela ressaltou ainda que profissionais da saúde, independentemente da idade, devem receber duas doses da vacina.

Sobre possíveis reações, Fabiane afirmou que os imunizantes são amplamente utilizados e bem tolerados pela maioria da população.

“Pode ocorrer febre leve ou vermelhidão no local da aplicação, o que é esperado. Se a pessoa estiver com febre ou alguma doença no momento, a vacina não é indicada”, orientou.

A diretora também alertou que a vacina tríplice viral não deve ser aplicada em pessoas com alergia a ovo.

“Ela é produzida com componentes do ovo. Normalmente, essa alergia é identificada ainda na infância, durante a introdução alimentar, e o pediatra orienta sobre a vacinação”, explicou.

O aposentado Paulo Rosa procurou a unidade de saúde após perceber que não tinha mais a carteira de vacinação, pouco antes de uma viagem internacional.

“Fiquei sabendo da campanha por causa da viagem. Conversando com colegas, falaram que era necessário tomar a vacina contra febre amarela e outras”, contou.

Sem conseguir localizar o comprovante, Paulo decidiu atualizar todas as doses.

“Quando perguntaram da carteirinha, eu disse que não tinha. A orientação foi refazer tudo”, relatou.

Segundo ele, a rotina diária contribuiu para que a vacinação fosse deixada em segundo plano.

“A gente se preocupa com trabalho e questões financeiras e acaba adiando. Quando vi, precisei resolver rápido. É melhor viajar tranquilo”, afirmou.

Vacinação em dia é hábito para alguns moradores

A aposentada Eva Dadário afirmou que mantém a carteira de vacinação atualizada e frequenta regularmente a unidade de saúde.

“Eu sempre guardo meu cartão. Quando chega o período de vacinação, venho certinho”, disse.

Ela destacou a importância da prevenção.
“A vacina serve para prevenir. Sempre foi assim”, concluiu.

Segundo o Ministério da Saúde, em relação à febre amarela, a vacinação é indicada principalmente para pessoas que receberam a dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais, já que esse tipo de aplicação tem validade limitada. Crianças devem receber uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Pessoas que tomaram apenas uma dose antes dos 5 anos também precisam receber reforço. Já quem tem entre 5 e 59 anos e nunca foi vacinado deve receber uma dose única.

Sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde, o sarampo provoca manchas vermelhas pelo corpo (exantema), associadas à febre alta, acima de 38,5 °C, além de tosse seca, irritação nos olhos e coriza. Ao apresentar esses sinais, a orientação é procurar uma unidade de saúde.

A febre amarela tem início com febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, pode evoluir rapidamente, reforçando a vacinação como principal forma de prevenção.

Dados oficiais do Ministério da Saúde apontam que, no ano passado, o Estado de São Paulo registrou dois casos de sarampo. Em relação à febre amarela, em 2025 foram confirmados 57 casos, com 34 mortes, o que levou à intensificação das campanhas de vacinação.

Em Sorocaba

A Prefeitura de Sorocaba informou que não há previsão, neste momento, de campanha especial ou Dia D de vacinação contra o sarampo. A imunização segue sendo oferecida regularmente, de segunda a sexta-feira, nas 33 Unidades Básicas de Saúde do município.

Segundo a Secretaria da Saúde, a cobertura da vacina tríplice viral atingiu 97,57% na primeira dose, aplicada aos 12 meses, superando a meta de 95%. A segunda dose, indicada aos 15 meses, apresenta cobertura de 88,22%, percentual considerado abaixo do recomendado.

(Maria Clara Campos – Programa de estágio)

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