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Instituto Adimax precisa de voluntários para socializar cães de assistência

28 de Janeiro de 2026 às 21:00
Cruzeiro do Sul [email protected]
O voluntário passa a conviver com o cão a partir dos três meses de idade e fica com ele por um período pré-determinado
O voluntário passa a conviver com o cão a partir dos três meses de idade e fica com ele por um período pré-determinado (Crédito: DIVULGAÇÃO)

O Instituto Adimax, que está sediado em Salto de Pirapora, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), precisa de voluntários para socialização dos cães de assistência. A instituição é considerada o maior centro de treinamento de cães de assistência da América Latina. Até o momento, mais de 100 cães de assistência foram enviados para diversas regiões do País.

Antes de conduzir uma pessoa com deficiência visual pelas ruas, o cão de assistência aprende regras de convivência, os limites, o respeito ao espaço, às pessoas e outros animais. E quem ensina isso não são apenas os instrutores profissionais, mas também as chamadas famílias socializadoras, voluntários que acolhem o filhote nos primeiros meses de vida e o apresentam à rotina da sociedade.

Com aproximadamente três meses de idade o cão sai do Instituto para viver com uma dessas famílias. Durante um ano, os voluntários vão ensiná-lo a andar de elevador, frequentar supermercados, esperar em filas, frequentar restaurantes, lidar com barulho, movimento e pessoas diferentes. Tudo isso constrói a base emocional e comportamental necessária para ele se tornar um cão de assistência. E, ao final do ciclo de socialização, o cão retorna ao Instituto para iniciar a etapa técnica de treinamento como cão de assistência.

“Eu estou no meu décimo cão e, nesse momento, estou socializando o Café, um labrador muito alegre. Alguns cães que socializei hoje guiam pessoas com deficiência, e um deles foi destinado a uma criança do espectro autista. Não vou mentir, dá trabalho, mas quando olho o bem que isso vai fazer na vida de uma pessoa, só vejo o resultado”, relata Dalete Souza, moradora de Sorocaba e veterana como família socializadora.

Deixar o cão partir é uma das partes mais difíceis. Mas também é onde o voluntariado ganha seu significado mais concreto: abrir mão de algo que se ama para que outra pessoa possa ganhar autonomia, mobilidade e independência. “Hoje eu vim entregar o Pantera, e o meu sentimento é de deixar um filho na universidade pela primeira vez. Estou emocionada, chorei muito, mas tenho a sensação de dever cumprido”, conta Hidelma Ferreira que viveu essa experiência pela primeira vez.

Ser família socializadora não exige experiência prévia com adestramento. Exige tempo, compromisso e disposição para ensinar o básico: educação, rotina, limites, carinho e convivência. As pessoas interessadas em participar do programa poderão se inscrever diretamente pelo site, na aba “famílias socializadoras”. https://institutoadimax.org.br/. (Da Redação)