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Câmara de Votorantim decide se acata ou não novo pedido de cassação contra a prefeita

A comissão terá nove dias para apurar a denúncia

30 de Setembro de 2024 às 22:00
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. (Crédito: Fábio Rogério)

Os vereadores de Votorantim decidem, hoje (1º), se aceitam ou não o novo pedido de cassação contra a prefeita e candidata à releição Fabíola Alves (PSDB). Uma munícipe denunciou a atual chefe do Executivo à Câmara na sexta-feira (27). Segundo a denunciante, ela teria aumentando em 34,10% o valor do aluguel do imóvel onde funciona uma igreja evangélica. A alta estaria acima da média praticada no mercado imobiliário local. Fabíola afirma ser vítima de perseguição.

O documento já está com o presidente do Legislativo, Cirineu Barbosa (PL). Ele deve fazer a leitura na sessão ordinária de hoje, que começa às 9h. Logo após o procedimento, os parlamentares vão votar pelo recebimento ou não da denúncia. Se ela for acatada, a Comissão Processante responsável por investigar o caso deverá ser formada imediatamente.

Nessa situação, a comissão terá 90 dias para apurar a denúncia. Os membros podem optar por arquivá-la ou determinar uma sessão de julgamento para decidir quais os próximos passos.

Em nota, Fabíola Alves diz estar sofrendo “perseguições exaustivas (...), em constantes tentativas de “retirá-la do pleito eleitoral”. De acordo com a nota, “a prefeita destaca que a Câmara Municipal conta com outros candidatos ao Executivo, o que reforça a imparcialidade de qualquer processo movido às vésperas das eleições”.

Ainda segundo o posicionamento, apesar desse novo pedido de cassação, ela continuará com a campanha à reeleição.

Justiça Eleitoral cassou candidatura

Em 19 de setembro, a Justiça Eleitoral cassou as candidaturas de Fabíola, do candidato a vice-prefeito na chapa dela, Cesar Silva (PSDB), e do postulante a vereador Pastor Lilo (MDB). Eles teriam cometido abuso de poder político ao realizar propaganda eleitoral durante um culto na Igreja Quadrangular do Jardim Icatu. A Prefeitura também é acusada de subir 34,10% o valor da locação de um imóvel que a igreja aluga para a Escola de Música de Votorantim (EMV).

Essas denúncias foram apresentadas pela coligação “Eu Escolho Votorantim”. A chefe do Executivo nega as irregularidades e, mesmo com a decisão judicial, prossegue com as atividades da campanha eleitoral.