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Porsche contra Ford Ka

Dois anos depois, júri de acusado de matar policial em acidente segue indefinido

11 de Setembro de 2024 às 22:00
Vinicius Camargo [email protected]
Batida do Porsche destruiu Ford Ka de Adriane Maria
Batida do Porsche destruiu Ford Ka de Adriane Maria (Crédito: REPRODUÇÃO)

Mais de dois anos após o acidente que resultou na morte da policial penal Adriane Maria José Gallão, o júri do empresário acusado pela colisão ainda não foi marcado. A vítima, de 50 anos, foi atingida pelo veículo do investigado no dia 4 de setembro de 2022, na rodovia Senador José Ermírio de Moraes (SP-280), conhecida como Castelinho, em Sorocaba. Ela morreu em 15 de setembro, após 11 dias no hospital. Neste domingo (15), o falecimento da sorocabana completa dois anos. O homem já foi pronunciado (juiz aceitou a denúncia e encaminhou para o tribunal do júri) pela Justiça, mas o julgamento ainda não foi marcado. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

A sentença de pronúncia foi expedida em 15 de julho deste ano. A defesa do investigado entrou com recurso e aguarda nova decisão. Ele responde por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar). 

Para a Justiça, o resultado do teste do bafômetro, o exame de sangue toxicológico, o laudo necroscópico e os depoimentos de testemunhas são provas suficientes para a pronúncia. Ainda segundo a decisão do TJ, ao dirigir embriagado e em alta velocidade, o homem assumiu o risco de matar. Por isso, ele deve responder por homicídio com dolo eventual de trânsito, e não por um crime culposo (sem intenção).

Em 2023, o caso teve duas audiências — a primeira em 14 de agosto e a segunda no dia 20 de outubro. Nos interrogatórios, foram ouvidos o investigado, duas testemunhas do juízo (arroladas pelo juiz), três de acusação e cinco de defesa.

Procurado pela reportagem, o advogado do suspeito não foi encontrado para se manifestar. O espaço segue aberto para eventual posicionamento.

Relembre o caso

Na noite de 4 de setembro de 2022, um domingo, o Porsche do investigado colidiu com a traseira do Ford Ka de Adriane no quilômetro 4,5 da Castelinho, sentido São Paulo. Com a batida, o veículo da vítima capotou. Ela ficou internada no CHS, mas morreu 11 dias após o acidente. Morador de Campinas, o homem confessou ter ingerido bebida alcoólica na casa de conhecidos sorocabanos. Quando houve a batida, ele voltava para a sua residência.

O empresário ainda contou à polícia que decidiu acelerar o seu carro na rodovia, mas não notou um engarrafamento à frente. Quando percebeu o congestionamento, não conseguiu frear a tempo e bateu no automóvel da policial penal. De acordo com informação do boletim de ocorrência da Polícia Militar, ele estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida há mais de três anos. 

 

 

 

 

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