Sorocaba e Região

Programa de acolhimento já atendeu quase 1 mil pessoas

As principais queixas relatadas nos atendimentos são de ansiedade, medo e dificuldade na rotina
Programa de acolhimento já atendeu quase 1 mil pessoas
O atendimento telefônico foca em pessoas impactadas emocionalmente pelo isolamento social. Crédito da foto: Fábio Rogério / Arquivo JCS (11/5/2020)

O programa Escuta Acolhedora, desenvolvido pela Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) para atender pessoas durante a pandemia do novo coronavírus, realizou 951 atendimentos em um período de quase quatro meses.

De acordo com a pasta, o serviço foca em pessoas impactadas emocionalmente pelo isolamento social e os danos psíquicos causados pela pandemia. O atendimento é feito por telefone, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira. O programa não tem prazo para terminar.

As principais queixas relatadas nos atendimentos, ainda segundo a secretaria, são de ansiedade, medo e dificuldade na rotina. Do total de atendimentos realizado desde maio, 43% foram feitos em adultos, 43% em idosos e 14% em jovens. O serviço é destinado a pessoas maiores de 18 anos. Entre os atendidos, 58% foram mulheres e 48% eram homens.

Os trabalhos são liderados pela Coordenação de Saúde Mental, com apoio da Divisão de Educação em Saúde, através da Residência Multiprofissional de Saúde Mental com ênfase na Atenção Básica.

Conforme detalhou a secretaria, o programa conta, atualmente, com três psicólogos para atendimento à população. “A Secretaria da Saúde avalia como um projeto efetivo à população que necessita de atendimento em saúde mental, sendo um canal de fácil acesso e que, além de possibilitar atendimento específico, oferta os encaminhamentos necessários para toda rede intersetorial. O objetivo tem sido atingido, principalmente no que se refere à busca ativa de familiares de óbitos suspeitos e confirmados de Covid-19”, destacou a pasta.

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O programa Escuta Acolhedora atende pelo telefone 3238-2400 e as ligações têm uma duração média de 30 minutos, segundo a secretaria, por conta da necessidade do vínculo e abordagem, por tratar-se de uma assistência em saúde mental.

A pasta informou, ainda, que o serviço tem o objetivo de concluir o acolhimento na mesma ligação, porém, se houver uma situação grave que demande mais cuidados e articulações, ocorre o encaminhamento da pessoa para o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e/ou Unidade Básica de Saúde de referência do atendido. (Erick Rodrigues)

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