Sorocaba e Região

Prefeitura investiga estocagem de frascos de álcool em gel vencidos e máscaras

Quase cinco mil embalagens do produto e aproximadamente 100 mil itens de proteção facial foram encontrados em um almoxarifado
No almoxarifado, foram encontrados, ao todo, 4.268 embalagens de álcool em gel e 99.398 máscaras. Crédito da foto: Divulgação/ Prefeitura de Sorocaba

Atualizada às 17h29

A nova gestão da Prefeitura de Sorocaba encontrou aproximadamente cinco mil frascos de álcool em gel vencidos e quase 100 mil máscaras de proteção no almoxarifado de bens permanentes. Segundo a administração municipal, a existência dos itens não foi informada à equipe de transição de governo, durante o processo de análise da situação da Prefeitura. O Executivo investiga o caso. A Secretaria da Saúde (SES) soube da estocagem dos produtos após denúncia. Na manhã de terça-feira (5), a pasta determinou a apuração dos fatos e a instauração das devidas providências. Em nota, a ex-prefeita Jaqueline Coutinho (PSL), por meio de sua assessoria de imprensa, alega ter comunicado o atual governo sobre os produtos.

Ainda conforme a nova administração municipal, os produtos foram doados por empresas privadas à Prefeitura, em 2020. Ao todo, há 4.268 embalagens de álcool em gel e 99.398 máscaras no almoxarifado.

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As unidades do produto para a higienização das mãos estão vencidas desde novembro de 2020. A SES entrou em contato com o fabricante do álcool, no intuito de verificar se há margem de tolerância no prazo de validade, para a manutenção das prioridades. Caso sim, os produtos serão destinados para uso, principalmente, para os funcionários da secretaria. Já se a responsável pelo item não recomendar o uso após o vencimento, o Executivo avaliará a possibilidade de descarte ou utilização para higienização de limpeza em objetos, sem contato humano.

De acordo com o secretário da Saúde, Vinicius Rodrigues, as máscaras passam por levantamento técnico quanto ao grau de proteção. Posteriormente, podem ser disponibilizadas aos servidores administrativos. A intenção também é distribuí-las, de forma legal, aos colaboradores da parte assistencial de saúde.

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Governo anterior

A assessoria de Jaqueline afirma ter prestado todas as informações requeridas no relatório da equipe de transição. “Quanto ao produto vencido, foi aberto um processo administrativo para formalizar e registrar a situação, bem como verificar a possibilidade de destinação do álcool”, pontua.

A gestão passada confirma, ainda, o recebimento do álcool em gel por meio de doação, em junho do ano passado. O produto, diz, tinha validade de seis meses. Quando notado o vencimento, foi aberto processo administrativo para verificar, junto ao fabricante, a possibilidade de uso para limpeza das mãos, ou outra finalidade viável. Mas, complementa, como havia muitos servidores em home office, a demanda foi baixa.

Já os protetores faciais foram recebidos em meados de agosto de 2020. A utilização deles estava sendo estudada pela Secretaria da Educação (Sedu). O objetivo era usá-lo no retorno às aulas. Os  produtos, informa, não estão vencidos e têm validade de 36 meses. (Da Redação) 

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