Sorocaba e Região

Prefeitura de Sorocaba apresenta plano de coleta seletiva, mas não divulga detalhes

Uma das metas previstas no documento é dobrar o volume coletado de forma seletiva atualmente
Prefeitura faz plano para coleta seletiva
Proposta para Sorocaba é a curto, médio e longo prazo. Crédito da foto: Erick Pinheiro

A Prefeitura de Sorocaba apresentou nesta quarta-feira (29), no Paço, o Plano Municipal de Coleta Seletiva da cidade (PMCS). O trabalho deverá abranger todo o município, com metas para os próximos 20 anos, com revisões a cada quatro anos. Não houve detalhamento ou mesmo resumo do plano, que tem mais de 700 páginas. Uma das metas é dobrar o volume coletado de forma seletiva atualmente.

Entre as 22 metas que constam no plano está a reorganização e a otimização da coleta seletiva, que deve ocorrer num período de até três anos. A implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEV) também é uma das metas e objetivos do trabalho e deve ser implantado entre quatro e nove anos. Ou seja, a partir de 2022. Como uma das metas de longo prazo está a realização do programa de apoio e orientação aos catadores recicláveis autônomos, que deve ser implantado nos próximos 20 anos.

O plano é tratado como parte de um processo que objetiva provocar uma gradual mudança de atitudes e hábitos, com foco desde a geração até a destinação final dos resíduos recicláveis. “É um conjunto de ações envolvendo várias secretarias, mas o forte é a conscientização da população”, destaca Jessé Loures, titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema).

O secretário Alceu Segamarchi, da Secretaria de Planejamento e Recursos Hídricos, afirmou que a meta é dobrar o volume da coleta de 3% para 6% do resíduos gerados na cidade no prazo de um ano. Entretanto, no texto do plano há afirmação equivocada de que “a meta é dobrar a coleta seletiva até dezembro de 2014”.

Por enquanto, nada muda na coleta domiciliar da cidade, feita atualmente pela empresa Consórcio Sorocaba Ambiental. “Os caminhões não estão preparados para fazer a coleta seletiva”, diz Segamarchi. O prefeito José Crespo foi representado no evento pela primeira-dama Lilian Crespo.

A questão dos ecopontos de Sorocaba, programa que deve passar por reformulação, tem pouca abordagem. Um trecho do texto fala na possibilidade de reaproveitamento dos locais como uma alternativa a ser considerada. Segamarchi descarta essa possibilidade. “Com esse projeto, não muda nada. Não é um assunto que está ligado aos ecopontos, mas exclusivamente à coleta seletiva”, diz.

Apesar de o plano citar que necessariamente deve envolver os grupos sociais de interesse na implantação, como cooperativas ou outras formas de associação de catadores de recicláveis e a comunidade de apoio, houve críticas durante a apresentação. Rita de Cássia Gonçalves Viana, presidente do Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento, Emprego e Cidadania de Sorocaba e Região (Ceadec), diz que faltou discutir os modelos para a escolha do ideal e também faltou explicar como o modelo vai sair do papel.

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