Sorocaba e Região

Prefeito de Boituva é cassado pela Câmara dos Vereadores

Cassação resulta de Comissão Processante que investigou supostas irregularidades em coleta de resíduos sólidos
Prefeito cassado de Boituva, Fernando Lopes da Silva (PSDB). Crédito da foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Boituva cassou na noite desta terça-feira (19), por nove votos a quatro, o mandato do prefeito Fernando Lopes da Silva (PSDB) por improbidade administrativa. A cassação é resultado de uma Comissão Processante (CP) que investigou supostas irregularidades na contratação de empresa para a coleta de resíduos sólidos. Quem assume o posto é a vice-prefeita Maria Nasaré da Guia Azevedo (PC do B).

A Câmara de Boituva tem 13 vereadores e eram necessários, no mínimo, os nove votos obtidos para a cassação do mandato. Veja o vídeo!

Durante a tarde, antes da realização da sessão da Câmara que cassou o mandato de Fernando Lopes da Silva, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Boituva informou, em nota, que “o prefeito atua dentro da legalidade e de todos os procedimentos para melhor atender ao interesse público. No início da nova gestão em 2017, a Prefeitura de Boituva mantinha um contrato emergencial com a empresa Sanepav, e, em pesquisa de mercado, detectou-se que havia o mesmo serviço com custo menor. Portanto, foi aberto o processo de Concorrência 01/2017 que, em razão de decisão do TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) e de mandado de segurança, somente se concluiu em 3 de janeiro de 2019. Durante este período foi necessário o contrato emergencial em razão do serviço essencial.”

“Recebido FDP”

A Câmara Municipal de Boituva entregou uma intimação ao prefeito Fernando Lopes da Silva na sexta-feira (15), referente ao relatório da Comissão Processante que resultou em sua cassação. O documento retornou aos funcionários da Câmara com a assinatura “Recebido FDP”.

As siglas causaram polêmica, surpresa e dúvida aos vereadores. Em outro documento há a expressão: “Recebemos com muito amor”, protocolado em 26 de novembro de 2018.

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A assessoria de comunicação da Prefeitura confirma a assinatura do prefeito, porém, afirma que Fernando não reconhece como sendo dele a sigla ao lado da expressão “recebido”. Afirma, ainda, não ter conhecimento delas nem o que poderiam significar.

O Legislativo informa que o documento foi entregue ao prefeito em 15 de fevereiro por duas pessoas: Rafael Kobota, assessor de comunicação da Câmara, e pelo secretário-geral, Luiz Carlos Paes Vieira. A secretária do prefeito recebeu o documento e o devolveu com a assinatura. Nem Câmara nem Prefeitura sabem informar como as siglas surgiram no final do protocolo. (Da Redação)

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