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Polícia investiga quadrilha suspeita de aplicar golpe dos nudes em São Roque

17 de Fevereiro de 2021 às 11:53
Vinicius Camargo [email protected]

O grupo usava o aplicativo WhatsApp para aplicar os golpes contra as vítimas. Crédito da foto: Depositphotos.com

A Polícia Civil investiga uma quadrilha suspeita de aplicar o golpe dos nudes contra homens em São Roque. O esquema criminoso foi descoberto após ao menos dez vítimas registrarem boletim de ocorrência. A suspeita é de que o bando seja formado por entre quatro a cinco integrantes. Até o momento, nenhum deles foi identificado. A averiguação já dura seis meses.

A quadrilha usa o WhatsApp para aplicar o golpe dos nudes nas vítimas

Conforme a polícia, no primeiro passo do golpe, uma jovem envia solicitações de amizade para as vítimas, em uma rede social. Na sequência, a suposta adolescente começa a trocar mensagens com os donos dos perfis. Posteriormente, pede o número do WhatsApp deles.

Já no aplicativo de troca de mensagens, ela envia fotos nua e pede para os homens fazerem o mesmo. Minutos após compartilhar as imagens, eles recebem ligações de números de telefone com os DDDs 51 ou 55. Na linha, um homem se identifica como delegado e diz ter as informações pessoais das vítimas, bem como as fotos repassadas por elas.

O falso policial informa, ainda, que a adolescente está na delegacia, com os familiares. Por ela ser menor de idade, afirma o golpista aos homens, eles podem ser processados e presos por pedofilia. O integrante da quadrilha exige, então, depósitos bancários nos valores de R$ 2 mil a R$ 5 mil, sob a promessa de não penalizá-los.

Ainda conforme os investigadores, muitos acreditam no criminoso e transferiram o dinheiro. A maioria das vítimas é homem, com idades entre 40 e 65 anos. Todos moram na cidade. Também de acordo com a polícia, geralmente, os valores são creditados em contas bancárias de diversos estados, como Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás e Ceará.

A Polícia Civil tenta identificar os envolvidos no esquema. Conforme apontado pela apuração, entre quatro e cinco pessoas participam das ações criminosas. Ums delas seria a responsável por manter o perfil da jovem na rede social e estabelecer contato com as vítimas. Ainda não se sabe se esse integrante é realmente uma mulher, pois todas as fotos usadas na rede social são retiradas da internet. O segundo golpista é o falso delegado. O terceiro membro da quadrilha seria o titular das contas bancárias. Essa pessoa atuaria como "laranja" e "emprestaria" as suas contas para a quadrilha. Em troca, receberia uma porcentagem do valor pago pelas vítimas. O último participante seria o responsável por sacar o dinheiro.

Os investigadores analisam os números de celulares dos quais as ligações são efetuadas, para descobrir a origem e os dados cadastrais das linhas. Essas informações podem auxiliar na identificação das identidades dos envolvidos.

Se forem presos, os golpistas serão indiciados por estelionato, associação criminosa e extorsão. (Vinicius Camargo)