Pedestres denunciam riscos em faixas vivas
Na avenida General Carneiro, faixa estaria em local inadequado. Crédito da foto: Fábio Rogério
Em um mundo em que veículos e pedestres dividem espaços, respeitar as normas de trânsito é essencial para a boa convivência. Contudo, algumas regras nem sempre são seguidas por ambas as partes. Esse é o caso das faixas de travessia. Em Sorocaba, além das clássicas faixas brancas, existem também as já conhecidas faixas vivas, que são aquelas pintadas de vermelho. Problemas recorrentes nesses trechos são a distância entre as faixas, a falta de manutenção e a iluminação pública insuficiente. Três fatores que colocam em risco a vida de todas as pessoas.
De acordo com a Urbes Trânsito e Transporte, a cidade conta com 123 faixas vivas distribuídas por ruas e avenidas de grande circulação de carros e pedestres. O sistema é composto ainda pela sinalização convencional, que o órgão não soube quantificar, justificando por conta da falta de um levantamento específico. Conforme divulgado pela empresa pública, o principal critério para implantação de novas unidade são os locais de grande demanda e onde não há cruzamento semafórico.
Falta de manutenção é problema na avenida Juscelino Kubitschek. Crédito da foto: Fábio Rogério
Apesar da diferença de cores, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) garante que as duas formas de sinalizar as faixas de pedestres conferem a mesma validade e peso perante a lei. A Urbes avalia que a coloração chamativa ajuda a visualização da instrução de trânsito no chão. “No dia a dia, a faixa viva se torna mais chamativa, tornando-a mais visível. A indicação de faixa viva faz alusão ao programa realizado periodicamente pelo setor de Educação para o Trânsito da Urbes, que orienta condutores e pedestres a respeitarem a faixa de travessia. A intenção é tornar mais fácil a identificação dos locais onde a prioridade é a travessia de pedestres”, avalia a empresa pública.
Desrespeito
Mesmo com a existência de locais reservados à travessia de pedestres, alguns munícipes reclamam da falta de “gentileza” por parte dos condutores que trafegam nessas avenidas.
Iluminação precária nas faixa viva da avenida Santos Dumont coloca pedestres em perigo. Crédito da foto: Fábio Rogério
Quanto à iluminação, a Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo) afirmou que em locais onde há baixa visibilidade noturna, cabe à empresa de trânsito solicitar novos pontos. “A instalação de faixas vivas prioriza as vias que possuem boa iluminação pública. Em pontos onde a iluminação não é suficiente para evidenciar a travessia de pedestres, a Urbes solicita à pasta para que reforce a claridade por meio de ‘postinhos’ com luminárias direcionadas”, explicou a Serpo.
Deficiências
A reportagem visitou vias de vários pontos da cidade, como as avenidas Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e Dr. Eugênio Salerno, ambas no Centro, General Carneiro, na zona oeste, e Santos Dumont, na zona norte. Em todos os locais, as sinalizações apresentam pelo menos um dos problemas, seja a baixa visibilidade por falta de iluminação, ou a falta de reparos na pintura.
População também aponta falhas na faixa da av. Eugênio Salerno. Crédito da foto: Fábio Rogério
A Urbes explicou que todas as travessias especiais recebem cuidados. “Elas passam por manutenção assim que constatada a necessidade através de alguma solicitação feita por munícipe ou vistoria realizada pelo setor de Sinalização de Trânsito”, explica o órgão. A autarquia alerta, no entanto, que “todas as faixas possuem placas de advertência instaladas previamente que deve ser observada pelos condutores”.
Conforme respondeu o Poder Executivo, as solicitações de manutenção do sistema devem ser enviados à pasta responsável, a Serpo, por meio dos canais da Ouvidoria Municipal, que são: Whatsapp 9 9129-2426, o telefone 156, e o site de atendimento http://www.sorocaba.sp.gov.br/atendimento. (Wesley Gonsalves)
Galeria
Confira a galeria de fotos