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Saúde

Sorocaba investiga caso suspeito de mpox; cidade soma três confirmações em 2026

Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV

07 de Novembro de 2026 às 13:16
João Frizo [email protected]
Vacina contra a mpox no Brasil está disponível exclusivamente no SUS para grupos prioritários e de risco
Vacina contra a mpox no Brasil está disponível exclusivamente no SUS para grupos prioritários e de risco (Crédito: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF)

A Vigilância Epidemiológica de Sorocaba investiga um caso suspeito de mpox registrado em outubro. Neste ano, o município já confirmou três casos da doença, todos classificados como importados e envolvendo moradores da cidade. Outros 16 foram descartados e não houve registro de mortes. As informações são da Prefeitura de Sorocaba.

Segundo a administração municipal, o protocolo prevê monitoramento e isolamento por 21 dias, ou até a cura das lesões ou a confirmação de resultado negativo. O município informou ainda que não há vacina disponível contra a doença.

Casos no Estado

O cenário de Sorocaba acompanha o aumento das confirmações no Estado de São Paulo. Desde 4 de outubro, início da 40ª semana epidemiológica, foram registrados 67 novos casos, cerca de 22% do total confirmado em 2026.

Entre janeiro e sexta-feira (6), São Paulo contabilizou 300 casos, sem mortes. A capital concentra 197 diagnósticos. Os dados foram divulgados pela Agência Brasil neste sábado (7), com base nas informações da Secretaria Estadual da Saúde. Em 2025, o Estado registrou 423 casos e, em 2024, foram 1.134.

A Secretaria Estadual da Saúde mantém o monitoramento da doença, com exames laboratoriais e rastreamento de contatos para identificar possíveis cadeias de transmissão. A orientação é que os serviços de saúde identifiquem e notifiquem rapidamente novas suspeitas.

Transmissão e sintomas

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais. Objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama, também podem transmitir o vírus.

Entre os sintomas estão lesões na pele e nas mucosas, febre, fraqueza, aumento dos linfonodos (ínguas), dores musculares e de cabeça. As erupções podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital, evoluindo de manchas para bolhas e crostas.

Para reduzir o risco de infecção, a orientação é evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos, não compartilhar objetos pessoais e higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel. Diante de possíveis sintomas, a recomendação é procurar atendimento em uma unidade de saúde.

Vacinação

Em reportagem publicada neste sábado (7), a Agência Brasil informou que o Ministério da Saúde decidiu adquirir até 20 mil doses da vacina contra a mpox, em caráter preventivo e estratégico.

À agência, a infectologista Carolina Lázari, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), afirmou que não há necessidade de vacinação em massa neste momento. A imunização é direcionada a grupos prioritários, conforme critérios epidemiológicos do Ministério da Saúde, incluindo pessoas vivendo com HIV/Aids com maior comprometimento da imunidade e profissionais que manipulam o vírus em laboratórios.