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Piscinão do Maria do Carmo ainda opera provisoriamente

Reservatório tem capacidade para armazenar 9,6 mil metros cúbicos de água, mas sistema definitivo de bombeamento ainda precisa ser instalado

07 de Novembro de 2026 às 20:00
Vernihu Oswaldo [email protected]
Reservatórios acumulam a água da chuva até que ela seja devolvida ao rio
Reservatórios acumulam a água da chuva até que ela seja devolvida ao rio (Crédito: Reinaldo Santos)

O Reservatório de Detenção de Cheias (RDC) do Jardim Maria do Carmo, na região do Parque das Águas, ainda funciona de forma provisória, sem o sistema definitivo de bombeamento. Segundo o diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba, Glauco Enrico Bernardes Fogaça, a autarquia espera concluir essa última etapa em 2027, mas a obra depende de disponibilidade orçamentária do município.

Construído em uma área pública de 12 mil metros quadrados, entre as ruas João Gabriel Mendes e Ingracia Angrisani Gomes, o reservatório tem 1,5 metro de profundidade e capacidade para reter 9,6 mil metros cúbicos de água. O complexo inclui o prolongamento do muro de contenção do Parque das Águas até a esquina da avenida Artur Bernardes com a rua José Mendes Gomes. São 600 metros de dique maciço, com altura média de 1,8 metro e cerca de 3 metros de largura no topo, erguidos para impedir que o rio Sorocaba avance sobre as casas vizinhas.

Enquanto a obra não é finalizada, o escoamento da água acumulada no piscinão é feito com bombas móveis, operação que, segundo a prefeitura, já tem reduzido os alagamentos no bairro. O projeto definitivo prevê a construção de uma casa de bombas equipada com quatro aparelhos fixos, capazes de devolver, juntos, 120 litros de água por segundo ao leito do rio. De acordo com Fogaça, o projeto executivo dessa estrutura já foi contratado pelo Saae e está em fase final de elaboração, com custo estimado em R$ 3 milhões.

Na prática, o sistema atua em duas frentes nos dias de temporal: o dique segura a cheia do rio Sorocaba, enquanto a bacia acumula a água da chuva que cai dentro do próprio bairro e que fica sem escoamento natural quando o nível do rio sobe. A água permanece retida no bolsão até que as bombas a devolvam à calha do rio, no mesmo modelo já adotado no RDC do Jardim Abaeté.

Fogaça explica que a obra no Jardim Maria do Carmo corrige uma lacuna do projeto original do Parque das Águas. O parque funciona como uma grande bacia para receber o transbordamento do rio Sorocaba, mas sua implantação não contava com estudos específicos para proteger o entorno imediato, o que deixava cerca de 150 imóveis vulneráveis às enchentes.

O Saae informou ainda que planeja implantar reservatórios semelhantes na Vila Assis e no Jardim Sandra. (V.O.)