Enchente
Piscinão do Maria do Carmo ainda opera provisoriamente
Reservatório tem capacidade para armazenar 9,6 mil metros cúbicos de água, mas sistema definitivo de bombeamento ainda precisa ser instalado
O Reservatório de Detenção de Cheias (RDC) do Jardim Maria do Carmo, na região do Parque das Águas, ainda funciona de forma provisória, sem o sistema definitivo de bombeamento. Segundo o diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba, Glauco Enrico Bernardes Fogaça, a autarquia espera concluir essa última etapa em 2027, mas a obra depende de disponibilidade orçamentária do município.
Construído em uma área pública de 12 mil metros quadrados, entre as ruas João Gabriel Mendes e Ingracia Angrisani Gomes, o reservatório tem 1,5 metro de profundidade e capacidade para reter 9,6 mil metros cúbicos de água. O complexo inclui o prolongamento do muro de contenção do Parque das Águas até a esquina da avenida Artur Bernardes com a rua José Mendes Gomes. São 600 metros de dique maciço, com altura média de 1,8 metro e cerca de 3 metros de largura no topo, erguidos para impedir que o rio Sorocaba avance sobre as casas vizinhas.
Enquanto a obra não é finalizada, o escoamento da água acumulada no piscinão é feito com bombas móveis, operação que, segundo a prefeitura, já tem reduzido os alagamentos no bairro. O projeto definitivo prevê a construção de uma casa de bombas equipada com quatro aparelhos fixos, capazes de devolver, juntos, 120 litros de água por segundo ao leito do rio. De acordo com Fogaça, o projeto executivo dessa estrutura já foi contratado pelo Saae e está em fase final de elaboração, com custo estimado em R$ 3 milhões.
Na prática, o sistema atua em duas frentes nos dias de temporal: o dique segura a cheia do rio Sorocaba, enquanto a bacia acumula a água da chuva que cai dentro do próprio bairro e que fica sem escoamento natural quando o nível do rio sobe. A água permanece retida no bolsão até que as bombas a devolvam à calha do rio, no mesmo modelo já adotado no RDC do Jardim Abaeté.
Fogaça explica que a obra no Jardim Maria do Carmo corrige uma lacuna do projeto original do Parque das Águas. O parque funciona como uma grande bacia para receber o transbordamento do rio Sorocaba, mas sua implantação não contava com estudos específicos para proteger o entorno imediato, o que deixava cerca de 150 imóveis vulneráveis às enchentes.
O Saae informou ainda que planeja implantar reservatórios semelhantes na Vila Assis e no Jardim Sandra. (V.O.)