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Polícia

Investigado por agredir motoboy em Sorocaba é preso em Jandira

Vítima, de 19 anos, foi espancada após cobrar salários atrasados em uma lanchonete

03 de Novembro de 2026 às 10:05
Da Redação [email protected]
Câmeras de segurança registraram o crime
Câmeras de segurança registraram o crime (Crédito: Reprodução)

Matéria atualizada às 12h15

O homem investigado por espancar um motoboy de 19 anos, em 23 de outubro, em Sorocaba, foi preso na segunda-feira (2), em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo. A captura foi realizada por policiais militares, após a Justiça expedir um mandado de prisão temporária pelo prazo de 30 dias.

De acordo com a Polícia Civil, a ordem judicial foi expedida após representação da autoridade policial responsável pelas investigações, conduzidas pelo 8º Distrito Policial de Sorocaba. O delegado Klisman França Barbosa, titular da unidade, explicou que o investigado deixou a cidade após a agressão e não foi localizado nos endereços conhecidos pela equipe policial, incluindo o estabelecimento comercial.

Diante da dificuldade para encontrá-lo, a Polícia Civil passou a considerá-lo foragido e representou pela prisão cautelar. Segundo o delegado, a solicitação foi feita na sexta-feira (30). No sábado (31), com a decisão judicial em mãos, uma equipe de investigação foi até a Grande São Paulo, onde havia informações sobre possíveis endereços de familiares do homem, mas não conseguiu localizá-lo.

Delegado Klisman França Barbosa, titular do 8º DP, responsável pela investigação - Reinaldo Santos
Delegado Klisman França Barbosa, titular do 8º DP, responsável pela investigação (crédito: Reinaldo Santos)

A partir disso, a Polícia Civil compartilhou o mandado com as forças de segurança da região. A ordem foi encaminhada ao comando da Polícia Militar, que conseguiu localizar o investigado em Jandira. Ele foi apresentado na delegacia do município e encaminhado a uma unidade prisional em Carapicuíba, onde permanece à disposição da Justiça.

"Como uma medida eficaz para poder fazer essa captura, optamos por compartilhar esse mandado com as forças de segurança da região", explica Klisman. O delegado também agradeceu à Polícia Militar pela atuação na localização e prisão do investigado.

Segundo a autoridade policial, a investigação trabalha com a hipótese de tentativa de homicídio. A representação pela prisão foi fundamentada na intensidade das agressões e nas regiões do corpo atingidas. "Golpes na cabeça, golpes no nariz, são regiões que nós entendemos que são capazes de levar a pessoa à morte".

O delegado acrescentou que a Polícia Civil aguarda o laudo pericial para avaliar a gravidade das lesões. Os trabalhos continuam para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e a participação de todos os envolvidos.

Relembre o caso

A agressão aconteceu na tarde de 23 de outubro, em uma lanchonete localizada no Jardim Santa Esmeralda, em Sorocaba. O motoboy, de 19 anos, foi ao estabelecimento para cobrar pagamentos atrasados referentes ao trabalho que realizava no local, mas acabou agredido pelo proprietário com golpes de madeira. Imagens de câmeras de segurança registraram o espancamento.

Segundo relatos de familiares, o jovem trabalhava no estabelecimento havia aproximadamente dois anos e estava sem receber por três meses. A situação teria se agravado após um acidente envolvendo uma motocicleta utilizada pelo trabalhador, que pertencia ao patrão. O proprietário teria exigido que o funcionário arcasse com os custos do conserto do veículo.

Durante a discussão, o rapaz foi atacado e sofreu fraturas nos dois braços e no nariz, além de ferimentos na cabeça que exigiram pontos. Ele precisou ser socorrido e encaminhado ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) para atendimento médico.

O delegado Klisman França Barbosa explica que a Polícia Civil tomou conhecimento inicialmente de um incêndio no estabelecimento. No registro da ocorrência, havia apenas uma referência superficial a uma discussão entre o proprietário e um funcionário. Após receber alta hospitalar, o motoboy compareceu à delegacia e relatou a violência sofrida.

"Daí os vídeos começaram a circular e a gente, de fato, verificou um espancamento", afirma o delegado. Segundo ele, as imagens e o relato da vítima permitiram aprofundar a investigação sobre as circunstâncias da agressão.

Além do espancamento, a Polícia Civil também apura o incêndio registrado na lanchonete após o episódio. Na semana seguinte ao caso, a corporação havia informado que dois suspeitos já tinham sido identificados. As circunstâncias do incêndio e a participação de outras pessoas continuam sob investigação.

Veja o vídeo