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Justiça

Korek segue preso em investigação sobre Primeiro Comando da Capital

Presidente do Água Santa também é denunciado na Operação Copia e Cola, que apura contratos da Saúde em Sorocaba

29 de Outubro de 2026 às 14:19
Da Redação [email protected]
Paulo Korek é apontado como sócio da Iase, antiga Aceni
Paulo Korek é apontado como sócio da Iase, antiga Aceni: ele se entregou à polícia em 19 de setembro (Crédito: Divulgação)

Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Paulo Camarão, presidente do Esporte Clube Água Santa, continua preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista. A prisão temporária foi prorrogada por mais 30 dias em outubro, enquanto a investigação avança sobre a atuação de empresários e empresas do setor.

Korek se entregou à Polícia Civil em 19 de setembro, em Mogi das Cruzes, após ser alvo de mandado de prisão. A prorrogação da custódia foi determinada pela Justiça para permitir o avanço das apurações, incluindo a perícia de celulares e computadores apreendidos e a realização de interrogatórios.

Segundo a investigação, o empresário teria atuado como intermediário dos interesses da organização criminosa no setor de transportes. A decisão judicial cita sua atuação nas empresas Translíder e A2 Transportes e descreve suspeitas relacionadas a negociações de veículos, pagamentos e comissões. As acusações ainda estão sob investigação e não representam condenação.

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Caso em Sorocaba

Além da investigação sobre o transporte coletivo, Korek aparece na Operação Copia e Cola, que apura suspeitas de desvios de recursos públicos em contratos da área da Saúde de Sorocaba. Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas por supostos crimes relacionados à contratação de organizações responsáveis pela administração de unidades de saúde do município.

Korek aparece no processo ao lado de Sérgio Peralta e Anderson Luiz Santana. Segundo a reportagem publicada à época, Korek e Peralta eram apontados como donos da Iase, antiga Aceni, organização envolvida nos contratos investigados. A apuração abrange contratos relacionados inicialmente à UPA do Éden e, posteriormente, à então UPH da Zona Oeste, atual UPA da Zona Oeste.

Entre os denunciados na Copia e Cola estão também o prefeito afastado Rodrigo Manga (sem partido) e a esposa dele, Sirlange Frate Maganhato (União Brasil), recém-eleita deputada federal. A investigação sobre os contratos da Saúde segue em andamento e é distinta da Operação Vectura Corrupta, que trata de suspeitas relacionadas ao transporte coletivo e à atuação do PCC.

Questionada pelo Cruzeiro do Sul, a Prefeitura de Sorocaba informou que atualmente não mantém contrato com a Aceni. A administração municipal afirmou ainda que todos os fornecedores e contratos passam por fiscalização, conforme critérios legais e de transparência.

Clube é comandado pelo vice

Korek preside o Água Santa, de Diadema, no ABC paulista. Durante seu afastamento, o clube passou a ser comandado pelo vice-presidente Hélio Campos. Sob a gestão de Korek, a equipe chegou à final do Campeonato Paulista de 2023, quando venceu o Palmeiras por 2 a 1 no primeiro jogo, mas perdeu por 4 a 0 na partida de volta.

A prisão temporária não equivale a uma condenação. As suspeitas atribuídas ao empresário dependem da continuidade das investigações e da análise judicial.

O Cruzeiro do Sul tentou contato com a defesa de Paulo Korek Farias, mas não conseguiu retorno até o fechamento. O espaço permanece aberto para manifestação.