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Saúde

Sorocaba investigou 34 mortes por HIV em 2025

Município registrou 156 novos casos da doença no ano passado e outros 104 em 2026; comitê deverá analisar causas dos óbitos

24 de Outubro de 2026 às 20:13
Caroline Mendes [email protected]
Atualmente, cerca de 3,9 mil pessoas são
atendidas pelo Centro Municipal de Atenção Especializada (CMAE)
Atualmente, cerca de 3,9 mil pessoas são atendidas pelo Centro Municipal de Atenção Especializada (CMAE) (Crédito: Divulgação/Prefeitura de Sorocaba )

Sorocaba investigou 34 mortes relacionadas ao HIV em 2025, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde. Neste ano, os óbitos ainda estão em fase de investigação e consolidação. Paralelamente, o município confirmou 104 casos de HIV até 22 de outubro - foram 156 registros ao longo de 2025.

A análise das mortes é o objetivo de um comitê municipal que deverá investigar as circunstâncias dos óbitos, identificar possíveis fragilidades na prevenção, no diagnóstico e no tratamento e propor medidas para evitar novas mortes por causas semelhantes.

A proposta também prevê a elaboração de relatórios técnicos para subsidiar a avaliação dos indicadores relacionados à doença.

Os números informados pela Secretaria da Saúde não permitem concluir se houve aumento ou redução das mortes ou dos diagnósticos, já que os dados de 2026 são parciais. Também não foram detalhadas as causas específicas dos 34 óbitos investigados em 2025, nem quantos dos pacientes estavam em acompanhamento regular na rede de saúde.

A investigação dos óbitos pode contribuir para identificar situações em que o diagnóstico ocorreu tardiamente, houve interrupção do tratamento ou surgiram dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Esses fatores, porém, ainda precisam ser verificados individualmente, e não há informações disponíveis que permitam afirmar que tenham contribuído para as mortes registradas em Sorocaba.

Acompanhamento

Atualmente, cerca de 3,9 mil pessoas são atendidas pelo Centro Municipal de Atenção Especializada (CMAE), referência do município para o acompanhamento de pessoas que vivem com HIV. O número inclui pacientes provenientes da rede privada que utilizam medicamentos antirretrovirais, fornecidos exclusivamente pela unidade do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme as informações da secretaria.

O atendimento é realizado a partir do encaminhamento pela rede municipal e inclui acompanhamento clínico e laboratorial. A equipe reúne profissionais de enfermagem, infectologia, pediatria, ginecologia, assistência social, saúde mental, odontologia e assistência farmacêutica.

Além do atendimento especializado, o município oferece testes para HIV nas unidades de saúde e em ações externas. Também há distribuição de autotestes na rede municipal e acesso ao CMAE em horário ampliado, segundo a secretaria.

Para pacientes que apresentam dificuldades de adesão ao tratamento, o serviço informa que realiza acolhimento por livre demanda, monitoramento clínico, busca ativa e visitas domiciliares, quando necessário. A intenção é identificar obstáculos à continuidade do acompanhamento e adotar medidas para melhorar a adesão aos medicamentos e evitar complicações associadas à doença.

Divulgação
dos resultados

O comitê também deverá avaliar indicadores específicos relacionados ao HIV e emitir relatórios técnicos para orientar intervenções na rede de atendimento. A divulgação das informações está prevista por meio de boletins epidemiológicos destinados aos serviços públicos e privados de saúde, sob coordenação do Programa Municipal de IST/Aids.

A prefeitura também prevê ações educativas nas mídias oficiais, com incentivo à prevenção e à testagem para ampliar o diagnóstico precoce. Outra frente é a prevenção da transmissão vertical do HIV, que pode ocorrer durante a gestação, o parto ou a amamentação.

Até o momento, os dados encaminhados pela Secretaria da Saúde não detalham a composição do comitê, a data de início dos trabalhos, a periodicidade das reuniões ou o prazo para a publicação dos primeiros relatórios. Também não foram apresentados os critérios utilizados para selecionar os óbitos investigados nem as metas para avaliar os resultados das ações.