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Legislativo

Aliados rompem com o presidente da Câmara

Saídas atingem pessoas ligadas a Caio Oliveira e Vinicius Aith, que romperam com o atual presidente; Caio deve disputar o comando da Casa pela oposição

21 de Outubro de 2026 às 20:57
Caroline Mendes [email protected]
Vereador Luis Santos pretende continuar na presidência
Vereador Luis Santos pretende continuar na presidência (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO / Arquivo JCS)

A disputa pela presidência da Câmara de Sorocaba no biênio 2027-2028 provocou mudanças na estrutura administrativa do Legislativo. O presidente Luis Santos (Republicanos) decidiu exonerar três ocupantes de cargos ligados aos vereadores Caio Oliveira e Vinicius Aith, ambos também do Republicanos. As medidas ocorrem após o rompimento político dos parlamentares com a atual presidência e em meio à articulação para a eleição da próxima Mesa Diretora.

Caio, que já declarou candidatura à presidência, deve disputar o cargo em oposição ao atual presidente. O movimento para novo mandato de Luis Santos contraria o entendimento político que teria sustentado a eleição dele para o biênio 2025-2026, quando Caio e Aith teriam dado apoio em troca de participação na composição administrativa da Casa e do compromisso de apoio à candidatura de Caio para o mandato seguinte.

Os exonerados são Marcelo de Almeida Júnior, secretário legislativo, e Diogo Rodrigues da Silva, coordenador de Cerimonial, ligados a Caio, além de Ana Paula Freire de Vasconcelos, coordenadora da TV Legislativa, indicada por Aith. Até o momento da apuração das informações, os desligamentos ainda não haviam sido publicados oficialmente.

O desgaste entre os vereadores e a presidência já havia provocado mudanças no gabinete de Aith em julho. Na ocasião, Raphael Pironi de Souza, chefe de gabinete, e Renan Aparecido Ribeiro, assessor parlamentar, deixaram os respectivos cargos.

As exonerações foram publicadas pela Câmara na edição de 17 de julho do jornal Município de Sorocaba, com efeitos a partir do dia 16. Na mesma data, a prefeitura publicou atos que encerraram as licenças especiais dos dois servidores, identificados como guardas civis municipais de segunda classe da Secretaria de Segurança Urbana.

As medidas ocorreram em meio ao afastamento político de Caio e Aith do governo do prefeito Rodrigo Manga (sem partido) e às divergências dos parlamentares com a administração municipal. A saída dos dois servidores antecedeu a nova rodada de exonerações na estrutura administrativa da Câmara.

A movimentação ocorre durante a articulação para definir quem comandará o Legislativo no próximo biênio. O rompimento entre Luis Santos e antigos aliados altera a composição política que levou o atual presidente ao cargo e pode influenciar a disputa pela Mesa Diretora.

As exonerações dos três ocupantes de cargos administrativos ainda dependem de publicação oficial para que sejam confirmadas formalmente. (C.M.)