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Organização criminosa

Polícia Civil prende 15 pessoas em operação contra o tráfico na região de Sorocaba

Investigação começou em dezembro de 2025 e identificou suspeitos de integrar núcleo do PCC responsável por fiscalizar regras da facção e atuar nos chamados 'tribunais do crime'

14 de Outubro de 2026 às 08:27
Thaís Verderamis [email protected]
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa
Investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa (Crédito: Divulgação/Polícia Civil)

Matéria atualizada às 14h

A Polícia Civil prendeu 15 pessoas durante a Operação Disciplina, deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), vinculada à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida na distribuição e venda de drogas em Sorocaba e cidades da região. Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão. Três dos suspeitos foram detidos em flagrante. 

Segundo o delegado divisionário da Deic, Rodrigo Ayres, a investigação teve início em dezembro de 2025, após a prisão de um suspeito que integrava o grupo criminoso. A partir desse caso, os investigadores aprofundaram as apurações para identificar a estrutura da organização. Ao longo das investigações, seis pessoas já haviam sido presas antes da operação realizada nesta quarta-feira (14).

De acordo com o delegado, o grupo atuava principalmente em Sorocaba, Araçoiaba da Serra, Capela do Alto, Piedade e Iperó. A investigação identificou pessoas que ocupavam posições de liderança, gerenciavam a distribuição dos entorpecentes e realizavam a venda nos pontos de comercialização.

Durante a coletiva de imprensa, o delegado divisionário da Deic, Rodrigo Ayres, e o delegado titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), Rafael Godoi de Vasconcelos, explicaram que a organização adotava uma estrutura hierárquica compartimentada, em que integrantes de níveis superiores nem sempre mantinham contato direto com os responsáveis pela venda das drogas. A estratégia, segundo eles, dificultava a identificação dos envolvidos e dos vínculos entre os diferentes núcleos.

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Ligação com o PCC

Um dos principais pontos da investigação foi a identificação de suspeitos que, segundo a Polícia Civil, seriam ligados à chamada “sintonia da disciplina” do Primeiro Comando da Capital (PCC). Conforme a explicação dos delegados, esse núcleo seria responsável por fiscalizar regras impostas pela facção e atuar nos chamados “tribunais do crime”.

Segundo os policiais, a identificação desse núcleo também motivou o nome da operação: "Disciplina".

A investigação apontou que parte dos suspeitos ocupava posições de destaque na organização criminosa, enquanto outros atuavam em funções operacionais ligadas à distribuição e à venda de entorpecentes.

Os delegados afirmaram que nem todos os integrantes foram identificados e que a apuração continua para esclarecer outras ramificações do grupo.

Drogas e veículos apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos entorpecentes e veículos apontados pela polícia como ligados à organização criminosa. A coletiva mencionou pouco mais de 300 porções de drogas encontradas em alguns endereços, além de entorpecentes a granel em outro imóvel.

A investigação também reuniu elementos relacionados à suspeita de comércio ilegal de armas. Segundo os delegados, embora armamentos não tenham sido encontrados durante a operação, foram identificados registros de negociações, fotografias e pagamentos que indicariam a atuação de um suspeito como fornecedor de armas para integrantes do grupo.

Investigação continua

A Polícia Civil pretende analisar os celulares apreendidos durante a operação para buscar informações que permitam identificar outros suspeitos e esclarecer a participação individual dos investigados.

“Agora a gente vai tentar acessar os aparelhos celulares para ver se consegue identificar outras pessoas e, assim, dar prosseguimento nas responsabilizações”, afirmou o delegado Rafael.

A investigação teve apoio de equipes da própria Deic, da Delegacia Seccional de Sorocaba, da Delegacia Seccional de Itapetininga e da Guarda Civil Municipal (GCM) de Araçoiaba da Serra.

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