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Eleições 2026

Sorocaba perde representação na Câmara e Alesp

Levantamento mostra quantos votos os nomes ligados à cidade receberam em todo o Estado e quais conseguiram transformar a votação em cadeiras estaduais e federais

05 de Outubro de 2026 às 20:46
Caroline Mendes [email protected]
Durante o período do 1º turno, muitos candidados fizeram propaganda em Sorocaba por meio dos wind banners
A votação individual é importante, mas não é o único fator para a conquista de uma cadeira. (Crédito: Fábio Rogério )

Os candidatos ligados a Sorocaba que disputaram as eleições para deputado em 2026 tiveram resultados diferentes na comparação com 2022. Entre os nomes que já haviam concorrido há quatro anos, houve quem ampliasse a votação e também quem perdesse votos. Neste levantamento, porém, a comparação considera a votação total recebida em todo o Estado de São Paulo, e não apenas os votos obtidos em Sorocaba.

A diferença é importante porque deputados federais e estaduais são escolhidos pelo sistema proporcional. Dessa forma, a votação obtida pelo candidato em Sorocaba representa apenas uma parte do resultado. Para a definição das cadeiras, são considerados os votos de todo o Estado e o desempenho dos partidos e federações.

Entre os candidatos ligados à cidade que disputaram novamente o mesmo cargo, um dos destaques foi Danilo Balas (PL). Candidato à reeleição para deputado estadual, ele ampliou sua votação estadual em relação a 2022 e conquistou novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Já Maria Lúcia Amary (PSD) e Vitão do Cachorrão (Podemos), também candidatos à reeleição para deputado estadual, tiveram redução na votação em relação ao pleito anterior e não conseguiram retornar à Alesp.

Na disputa para deputado federal, Vitor Lippi (PSD) também concorreu à reeleição. O candidato terminou a apuração com votação estadual inferior à registrada em 2022 e ficou fora da Câmara dos Deputados.

Sistema proporcional

Um dos casos que melhor mostra a diferença entre votação individual e resultado eleitoral envolve dois candidatos ligados a Sorocaba.

Vitor Lippi terminou 2026 com 88.462 votos em todo o Estado, enquanto Jefferson Campos (PL) recebeu 92.286 e foi eleito para a Câmara dos Deputados.

A comparação ganha relevância porque a votação dos dois em Sorocaba foi bastante diferente. Lippi recebeu 35.735 votos na cidade, enquanto Jefferson teve 8.008. Mesmo assim, Jefferson conquistou a cadeira.

Isso ocorre porque a eleição para deputado não é definida apenas pela quantidade de votos individuais. No sistema proporcional, primeiro é calculado quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito a ocupar. Depois, as vagas são distribuídas entre os candidatos das respectivas legendas de acordo com as regras eleitorais.

Por isso, ter mais votos em Sorocaba não significa necessariamente ser eleito. O que determina o resultado é a combinação entre a votação do candidato em todo o Estado e o desempenho da legenda na distribuição das cadeiras.

Quem disputou

novamente

Além dos candidatos à reeleição, outros nomes ligados a Sorocaba voltaram às urnas em 2026, mas em cargos diferentes.

Raul Marcelo (PSOL), por exemplo, havia disputado uma vaga de deputado estadual em 2022 e concorreu a deputado federal em 2026. Jussara Fernandes (Republicanos) também mudou de cargo: foi candidata a deputada estadual em 2022 e, neste ano, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados.

Nesses casos, a comparação direta da variação de votos precisa ser feita com cautela, já que os candidatos concorreram a cargos diferentes.

O mesmo vale para Fernanda Garcia (PSOL), que disputou uma vaga de deputada federal em 2022 e concorreu a deputada estadual em 2026.

Entre os nomes que concorreram novamente ao cargo de deputado estadual estão Danilo Balas, Maria Lúcia Amary, Vitão do Cachorrão, Leandro Soares, Cícero João, João Donizeti, Vinicius Aith, Rosangela Perecini, entre outros. Carlos Cézar era deputado pelo PL até novembro de 2025, quando foi nomeado como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Já na disputa para deputado federal, além de Lippi e Jefferson, Sorocaba teve Lucas Pavanatto, Raul Marcelo, Manu Barros, Tatiane Costa, Sirlange Manga, Jussara Fernandes e Professor Geraldo Almeida.

Votos e mandato

O resultado de 2026 reforça uma característica do sistema proporcional brasileiro. A votação individual é importante, mas não é o único fator para a conquista de uma cadeira.

Em São Paulo, os votos de todos os candidatos e das legendas são considerados na distribuição das vagas de deputado federal e estadual. Assim, um candidato pode ter votação expressiva em uma determinada cidade e, ainda assim, não conseguir uma cadeira. Da mesma forma, outro candidato pode receber menos votos naquele município e ser eleito a partir de sua votação estadual e do desempenho de seu partido ou federação.

É o que ocorreu com Lippi e Jefferson. Enquanto Lippi recebeu mais votos em Sorocaba, Jefferson terminou com votação estadual superior e conquistou uma cadeira na Câmara.

O balanço, portanto, mostra não apenas quem aumentou ou diminuiu a quantidade de votos entre uma eleição e outra, mas também como a votação estadual e o sistema proporcional definem quais candidatos ligados a Sorocaba conseguem transformar votos em mandato.


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