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Eleições 2026

Abstenção aumenta em Sorocaba no 1º turno, mas votos em branco caem

Mais de 110 mil eleitores não compareceram às urnas; apesar do aumento da abstenção, cidade teve redução nos votos em branco e nulos em relação a 2022

05 de Outubro de 2026 às 20:41
Caroline Mendes [email protected]
Contingente de 420.351 eleitores, de um total de 531.342, compareceu nas 1.670 seções eleitorais em Sorocaba
Contingente de 420.351 eleitores, de um total de 531.342, compareceu nas 1.670 seções eleitorais em Sorocaba (Crédito: João Frizo)

A abstenção aumentou em Sorocaba no primeiro turno das eleições de 2026 em comparação com o mesmo turno de 2022. Dos 531.342 eleitores aptos a votar na cidade, 110.991 não compareceram às urnas no domingo (4). O número corresponde a 20,89% do eleitorado. Quatro anos atrás, a ausência havia sido de 18,11%, o que representa um aumento de 2,78 pontos percentuais.

Em números absolutos, foram 17.954 eleitores a mais que deixaram de votar neste primeiro turno em comparação com 2022. Naquele ano, 93.037 eleitores não haviam comparecido às urnas.

O crescimento da abstenção, porém, não veio acompanhado de aumento dos votos em branco. Pelo contrário. A quantidade caiu de forma expressiva em Sorocaba. Em 2026, foram registrados 9.929 votos em branco, equivalentes a 2,36% do eleitorado que compareceu às urnas. Em 2022, haviam sido 39.836, ou 7,76% do eleitorado apto.

A diferença é de 29.907 votos em branco a menos. Em termos proporcionais, a redução foi de 5,40 pontos percentuais.

Neste ano, 16.051 eleitores anularam o voto, o equivalente a 3,82% do comparecimento. Em 2022, foram 16.413 votos nulos, ou 3,19% do eleitorado apto. Assim, a quantidade absoluta ficou próxima à registrada quatro anos atrás, com alta de 0,63 ponto percentual.

Somados as abstenções, os votos em branco e os nulos alcançaram 136.971 eleitores em Sorocaba neste primeiro turno. Isso representa 25,78% do eleitorado apto da cidade.

Em 2022, a soma havia sido de aproximadamente 149 mil eleitores, considerando as abstenções, os votos em branco e os nulos. Naquele pleito, esse grupo correspondia a cerca de 29% do eleitorado.

Ou seja, embora mais sorocabanos tenham deixado de comparecer às urnas em 2026, a parcela que não resultou em um voto válido foi menor do que quatro anos atrás. A diferença é explicada principalmente pela queda dos votos em branco.

Dos 420.351 eleitores que compareceram às urnas no domingo, 394.371 registraram votos válidos. Os votos brancos e nulos, juntos, somaram 25.980.

O comparecimento em Sorocaba foi de 79,11% do eleitorado apto. Em 2022, a participação havia sido de 81,89%.

Cenário estadual

O comportamento de Sorocaba ficou próximo, mas não idêntico, ao registrado no Estado de São Paulo. Dos 34.122.892 eleitores aptos no Estado, 7.690.900 não compareceram às urnas. A abstenção paulista ficou em 22,54%, acima dos 20,89% registrados em Sorocaba.

São Paulo teve 24.882.948 votos válidos. Os votos em branco somaram 632.801, enquanto 916.243 foram nulos.

Proporcionalmente, os votos em branco representaram 2,39% do comparecimento no Estado, praticamente o mesmo patamar de Sorocaba, que ficou em 2,36%. Já os nulos chegaram a 3,47% em São Paulo, abaixo dos 3,82% registrados na cidade.

Brasil

No País, 158.745.502 eleitores estavam aptos a votar no primeiro turno. O comparecimento foi de 125.275.835 pessoas, pois 33.469.667 não foram às urnas.

A abstenção nacional ficou em 21,08% do eleitorado. Os votos válidos somaram 119.300.788. Foram registrados ainda 2.300.798 votos em branco e 3.674.249 nulos.

Considerando os números nacionais, 39,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas ou compareceram, mas não registraram voto válido. Esse contingente representa cerca de 24,8% do eleitorado apto.

Em Sorocaba, a proporção foi um pouco maior: 25,78%.

O primeiro turno de 2026, portanto, apresenta dois movimentos distintos em Sorocaba. De um lado, a abstenção aumentou, passando de 18,11% para 20,89% do eleitorado. De outro, os votos em branco despencaram, de 7,76% para 2,36%.

Os votos nulos tiveram leve alta proporcional, de 3,19% para 3,82%.

O resultado é que, apesar da maior quantidade de eleitores ausentes, a parcela de votos que não foi destinada a nenhum candidato por meio de branco ou nulo caiu.

O cenário também mostra que o aumento da abstenção não deve ser confundido com aumento dos votos inválidos. São comportamentos diferentes: o eleitor que não comparece não participa da votação, enquanto quem vai à seção e registra voto branco ou nulo participa do processo eleitoral, mas não direciona seu voto a um candidato ou candidatura válida.


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