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Eleições 2026

Flávio fica à frente de Lula, e Presidência será decidida no 2º turno

05 de Outubro de 2026 às 00:04
Camila Santos [email protected]
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. (Crédito: Arte/Agência Brasil)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição. Até o fechamento desta edição, Flávio tinha 56.102.126 votos, o equivalente a 47,03% dos válidos. Lula somou 53.866.947 votos, ou 45,16%.

A diferença entre os dois foi de cerca de 2,2 milhões de votos. Como nenhum candidato obteve mais da metade dos votos válidos, a disputa será decidida em segundo turno, no domingo, 25 de outubro.

O resultado contrariou as pesquisas divulgadas na véspera. O Datafolha apontava Lula com 45% dos votos válidos e Flávio com 42%, empate técnico na margem de erro de dois pontos. A Quaest registrava 46% para Lula e 45% para Flávio.

Demais candidatos

O escritor Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro lugar, com 3.448.364 votos (2,89%). Em seguida vieram Renan Santos (Missão), com 2.675.790 (2,24%), e Ronaldo Caiado (PSD), com 2.605.009 (2,18%). Romeu Zema (Novo) teve 326.482 votos (0,27%).

Os outros sete candidatos somaram, juntos, menos de 0,3% dos votos válidos: Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO).

Flávio: 'resposta definitiva'

Em pronunciamento após o resultado, Flávio criticou o governo Lula e disse ver "a possibilidade real de, daqui a três semanas, o Brasil dar uma resposta definitiva".

O senador listou o que considera o legado da atual gestão: "um recorde de mulheres assassinadas, um recorde de brasileiros endividados, um recorde de altos impostos, um recorde de desesperança, um recorde de empresas fechadas".

Flávio prometeu um governo "com menos ministérios" e afirmou que, se eleito, vai indicar "pelo menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal, que não vão tentar interferir em eleições". Ele também acusou o presidente de gastar "mais de 350 bilhões de reais para tentar vencer as eleições".

"O Lula está disputando o poder. Ele já disputou sete eleições presidenciais", disse. "Eu estou preocupado com o futuro do Brasil, eu estou disputando o Brasil."

O senador destacou o compromisso de não disputar a reeleição. "Eu sou o único candidato que assumiu o compromisso pelo fim da reeleição, porque eu só preciso de um mandato", afirmou. Ele prometeu uma "campanha limpa" nas próximas três semanas e encerrou com "Bora Brasil!".

Lula: 'nova campanha'

Lula admitiu que esperava vencer no primeiro turno. "Eu confesso para vocês que eu estava convencido que eu ia ganhar a eleição no primeiro turno. Mas eu também já pensei isso outras vezes", disse. O presidente lembrou que teve a mesma expectativa nas disputas contra Geraldo Alckmin e José Serra, decididas em segundo turno.

"O segundo turno é a hora da prova dos nove. É a hora da gente mostrar a verdadeira fotografia do Brasil de hoje e o Brasil que a gente quer", afirmou. "A partir de amanhã, a gente começa uma nova campanha."

Lula fez críticas ao adversário e à família Bolsonaro. "Do outro lado, nós temos apenas incerteza com a biografia de um passado tenebroso", disse. No discurso, associou a família a suspeitas envolvendo milícias e o crime organizado e ao caso do Banco Master, e afirmou que "tudo isso vai ficar claro" durante a campanha.

O presidente disse que a prioridade de um novo mandato será a educação. "Nós já vencemos a fome uma vez", afirmou. "A gente vai continuar a investir em universidade. A gente vai continuar a investir em pesquisa."

Estados e Senado

O PL e partidos aliados também tiveram bom desempenho nas disputas estaduais. Dos 20 governos definidos no primeiro turno, dez foram conquistados por candidatos do PL, do Republicanos e do PP, entre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo.

No Senado, onde 54 das 81 cadeiras estavam em disputa, o PL elegeu 19 senadores e passará de 15 para 28 parlamentares, segundo levantamento do Estadão. Candidatos do partido fizeram campanha defendendo o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que exige o voto de 54 senadores.

Os candidatos

Lula, 80 anos, governou o país de 2003 a 2010 e exerce o terceiro mandato desde 2023. Tem como vice Geraldo Alckmin (PSB). Flávio, senador pelo Rio de Janeiro, é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. É a primeira vez que disputa a Presidência. Seu vice é Alfredo Gaspar.

(Com informações da Agência Estado)