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Solidariedade

Olimpíadas do Poli arrecadam 11 toneladas de alimentos

Sétima edição da iniciativa reuniu alunos e famílias em ações esportivas, rifas e campanhas de arrecadação de alimentos

24 de Setembro de 2026 às 21:04
Da Redação [email protected]
Alimentos arrecadados durante as Olimpíadas do Poli são destinados a 19 entidades de Sorocaba
Alimentos arrecadados durante as Olimpíadas do Poli são destinados a 19 entidades de Sorocaba (Crédito: Renata Amaral)

As unidades I e II do Colégio Poli realizaram, ontem (24), a entrega dos alimentos arrecadados durante as Olimpíadas do Poli. Ao todo, foram reunidas 11 toneladas de alimentos, distribuídas entre 19 entidades.

A abertura do evento foi feita pelo diretor educacional da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), mantenedora do Colégio Poli e do jornal Cruzeiro do Sul, Pedro Roberto Pereira de Souza, ao lado do conselheiro da FUA e gerente do Serviço de Obras Sociais (SOS), Vanderlei da Silva.

Realizadas há sete anos, as Olimpíadas do Poli buscam envolver os estudantes em ações sociais por meio das competições esportivas e da arrecadação de alimentos não perecíveis. Além das doações, foram promovidas rifas, com os valores arrecadados destinados à compra de mais alimentos. "A iniciativa busca engajar socialmente os alunos e ajudar entidades que desenvolvem trabalhos e ações sociais", destaca Pedro.

A diretora do Colégio Poli, Luciane Durigan, explicou que a proposta das Olimpíadas vai além das disputas esportivas e busca incentivar a solidariedade e a empatia entre os estudantes.

"A ideia das Olimpíadas do Poli é realmente trabalhar toda a parte da competição, dos jogos, da alegria, do envolvimento entre eles, mas no fundo mesmo é a solidariedade, a ajuda ao próximo, trabalhar nos alunos essa parte da empatia, de pensar também no próximo com relação à arrecadação de alimentos", explica.

Nesta edição, as 11 toneladas arrecadadas representam um recorde desde o início das Olimpíadas do Poli. Segundo Luciane, a participação das famílias também contribuiu para o resultado alcançado.

"Este ano nos superamos, foram 11 toneladas, o maior número que nós tivemos até hoje. Realmente, o engajamento dos alunos e das famílias foi gigantesco", afirma.

A diretora também destacou a participação dos familiares dos estudantes durante a campanha. "Eles são o maior incentivo, eles se mostram pertencentes realmente, mesmo que de casa, a essa iniciativa dos jovens."

Arrecadações e entidades

Entre as 19 entidades selecionadas para receber as doações estão o Projeto Casa Verde, com 400 kg; a Apae Sorocaba, com 500 kg; a Associação Criança Feliz, com 300 kg; a Asipeca, com 200 kg; o Educandário Santo Agostinho, com 300 kg; a Associação Bom Pastor, com 600 kg; o Lar Casa Bella, com 300 kg; o Projeto de Mãos Dadas, com 500 kg; o Projeto Esporte Clube São Lourenço, com 500 kg; a Vila dos Velhinhos, com 1.000 kg e 386 litros de leite; o Projeto Renovar do Lar Escola Monteiro Lobato, com 100 kg; a Associação Lugar de Amor e Restauração, com 200 kg; o Serviço de Obras Sociais (SOS), com 1.000 kg; o Educandário e Instituto André Luiz, com 300 kg; o Instituto Paz e Amor, com 300 kg; os Amigos Voluntários, com 300 kg; a Creche Sagrada Família, com 200 kg; o Instituto Alice Emanuelle, com 300 kg; e o Lar São José, com 1.470 kg.

Participação dos alunos

Durante a cerimônia de entrega dos alimentos arrecadados, dois alunos, um de cada unidade do Colégio, foram selecionados para falar aos demais estudantes presentes e aos representantes das entidades sobre os ideais por trás das Olimpíadas do Poli e a importância do trabalho em equipe para tornar as arrecadações possíveis.

Pedro Henrique, de 11 anos, estudante do Poli I, destacou a sensação de ajudar o próximo enquanto participava das atividades esportivas. "É uma emoção muito boa de saber que nós estamos ajudando o próximo. Foi um processo bem curto, por causa que tinha de entregar os alimentos dia 9, e no dia 5 a gente começou a preparar. A gente conseguiu vender uma rifa em quatro dias, para conseguir arrecadar", comenta.

Para Arthur Dreves, de 17 anos, a sensação de felicidade ao ajudar o próximo também esteve presente. Ele destaca que, apesar de o período de organização ter sido longo, o tempo passou rapidamente. "Foi um processo longo, começamos desde o início do ano a juntar dinheiro para a arrecadação de alimento e também que foi curto ao mesmo tempo, porque passou muito rápido. Foi um período que todo mundo estava unido, a sala se une em um único bem, um único prol para ajudar os mais necessitados e, sem dúvida alguma, é uma honra poder fazer parte disso", conclui.

Participação das entidades

Em entrevista ao Cruzeiro do Sul, o presidente do Lar Escola Monteiro Lobato, José Bellini, comentou sobre a parceria de longa data entre as duas unidades do Poli e a entidade presidida por ele. Bellini também lembrou o período em que uma das unidades do colégio funcionou nas instalações da entidade. "O Colégio Poli, antes de existir aqui, o Poli II, ele funcionava nas instalações do Monteiro Lobato, num prédio nosso lá, então é uma ligação assim muito grande", relembra.

Sobre a ligação dos alunos com a entidade, Bellini ainda falou das ações de Páscoa realizadas todos os anos nas dependências do Lar Escola Monteiro Lobato. "Todos os anos, os alunos vão lá na Páscoa, passam o dia com as crianças, almoçam com as crianças, brincam, fazem atividades e levam o chocolate", conta.

A respeito do direcionamento e da utilização das doações, Bellini explica que a entidade atende 180 crianças no contraturno escolar. No local, elas recebem café da manhã, almoço e lanche da tarde. "Então, toda a arrecadação desses alimentos vai ser direcionada para a alimentação das crianças que são atendidas no lar", finaliza. (Frederico Spíndola - programa de estágio)


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