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Legislativo

Grupo de mulheres protesta na Câmara

Integrantes do Movimento Olga Benário fizeram manifestação durante sessão e criticaram vereador Vinicius Aith; parlamentar afirma que foi à ocupação apenas para comunicar decisão judicial

24 de Setembro de 2026 às 21:02
Caroline Mendes [email protected]
A manifestação ocorreu após uma decisão da 6ª Vara Cível de Sorocaba, assinada em 17 de setembro, determinar que os ocupantes deixem voluntariamente o imóvel no prazo de 30 dias corridos a partir da intimação
A manifestação ocorreu após uma decisão da 6ª Vara Cível de Sorocaba, assinada em 17 de setembro, determinar que os ocupantes deixem voluntariamente o imóvel no prazo de 30 dias corridos a partir da intimação (Crédito: Caroline Mendes)

Integrantes do Movimento de Mulheres Olga Benário fizeram uma manifestação na sessão de ontem (24) da Câmara de Sorocaba contra a decisão judicial que determinou a desocupação da residência onde funciona a Ocupação Ondina Seabra, na avenida Nogueira Padilha, na Vila Hortência. O grupo também criticou o vereador Vinicius Aith (Republicanos), que, segundo as manifestantes, esteve no imóvel na última sexta-feira (18), após a Justiça determinar a reintegração de posse.

Durante o protesto, as mulheres entraram no plenário com cartazes e gritaram palavras de ordem. Houve bate-boca com o presidente da Câmara, vereador Luis Santos (Republicanos), e a sessão foi encerrada. As luzes do plenário também foram apagadas.

Em manifestações após o ato, integrantes do movimento afirmaram que Aith teria ido à ocupação acompanhado de outros homens e que a presença teria sido uma tentativa de intimidar as mulheres que permanecem no imóvel.

Aith negou que tenha tentado intimidar as ocupantes. Segundo ele, a ida ao local teve como objetivo informar as mulheres sobre a nova decisão judicial.

Decisão judicial

A decisão foi proferida em 17 de setembro pela 6ª Vara Cível de Sorocaba, em ação de reintegração de posse movida por Claudio Cristiano Moraes Gambaro. A Justiça determinou que os ocupantes deixem voluntariamente o imóvel em até 30 dias corridos a partir da intimação.

A decisão estabelece ainda que, caso a desocupação não ocorra voluntariamente, poderá haver retirada coercitiva.

A ocupação começou em março deste ano. O Movimento Olga Benário afirma que o espaço funciona como uma Casa de Referência para mulheres em situação de violência.


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