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Eleições 2026

Renan Santos faz ato em Sorocaba e critica Lula e Flávio Bolsonaro

Candidato do Missão defende endurecimento contra o crime, ajuste fiscal e mudanças na política externa durante discurso no Centro

23 de Setembro de 2026 às 20:42
Caroline Mendes [email protected]
Na área econômica, Renan Santos quer forte ajuste fiscal baseado no corte de despesas públicas
Na área econômica, Renan Santos quer forte ajuste fiscal baseado no corte de despesas públicas (Crédito: Renata Amaral)

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, esteve em Sorocaba ontem (23), onde realizou um ato político na Praça Dr. Arthur Fajardo, mais conhecida no Centro. Ele chegou por volta das 11h30, discursou para apoiadores e, na sequência, participou de uma passeata pelas ruas da região central.

Durante o discurso, Renan Santos direcionou críticas principalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparecem entre os nomes mais citados nas pesquisas eleitorais. O candidato afirmou que não pretende estabelecer diálogo com os dois grupos e pediu aos apoiadores que atuem para convencer familiares e amigos a não votarem nos adversários.

Em tom contundente, Renan classificou os dois políticos como "bandidos" e afirmou que ambos deveriam ser presos. Também criticou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do presidente do Senado, sem apresentar durante o discurso detalhes sobre eventuais processos ou decisões que sustentassem as acusações.

O candidato também abordou a relação do Brasil com os Estados Unidos. Ao comentar declarações recentes do presidente americano Donald Trump, Renan afirmou que os interesses dos Estados Unidos na América do Sul estariam relacionados, entre outros pontos, às terras raras brasileiras. Segundo ele, o país não deve aceitar condições que, em sua avaliação, reduzam a autonomia nacional.

"Isso é ser colônia", afirmou Renan ao defender uma política externa de maior independência em relação aos Estados Unidos e à China.

Segurança e combate ao crime

Na entrevista coletiva após o ato, Renan defendeu maior integração entre os governos federal e estadual no combate ao tráfico de drogas. Segundo ele, o trabalho de inteligência deve identificar as rotas utilizadas pelo crime organizado, inclusive em operações relacionadas ao Porto de Santos.

Ao ser questionado sobre as declarações de Lula a respeito das facções criminosas, o candidato voltou a criticar o PT e afirmou que, em um eventual governo, pretende ampliar a atuação das forças de segurança.

Renan também defendeu mudanças na legislação penal. Entre as propostas apresentadas está a manutenção de penas longas para criminosos condenados por crimes violentos. Ele afirmou que um condenado por assalto à mão armada deveria cumprir até 30 anos de prisão, sem possibilidade de deixar a cadeia antes do período estabelecido.

STF

Questionado sobre eventuais indicações para o Supremo Tribunal Federal, Renan afirmou que não tem nomes definidos e voltou a defender a saída dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A posição também foi mencionada pelo deputado federal Kim Kataguiri, que acompanhou o ato. Em seu discurso, Kataguiri afirmou que uma eventual vitória da candidatura teria impacto sobre a composição futura do STF e criticou a atuação de ministros da Corte.

Política econômica

Na área econômica, Renan Santos defendeu um forte ajuste fiscal baseado principalmente no corte de despesas públicas. Segundo o candidato, a redução de gastos permitiria a queda dos juros e dos impostos e abriria espaço para investimentos em infraestrutura.

Ele citou como exemplo a redução de despesas com salários considerados elevados no setor público e gastos previdenciários. Renan afirmou que pretende cortar cerca de R$ 150 bilhões em despesas e estimou que isso poderia provocar uma redução de cinco a sete pontos percentuais na taxa de juros no primeiro ano de governo.

Questionado sobre a autonomia do Banco Central, disse que não pretende acabar com ela. Segundo Renan, a redução dos gastos públicos criaria condições para que a autoridade monetária reduzisse os juros.

Programa nuclear

Renan também defendeu a saída do Brasil do Tratado de Não Proliferação Nuclear e afirmou que o país deveria desenvolver capacidade nuclear militar. Para isso, segundo ele, seria necessário primeiro ampliar a capacidade econômica, os investimentos em infraestrutura e a indústria de defesa.

O candidato citou a Ucrânia como argumento para sua posição e afirmou que o Brasil deveria acumular maior poder institucional e econômico antes de avançar nessa direção.

Durante o discurso na praça, Renan também defendeu a reindustrialização do país, investimentos em educação e saúde e medidas para ampliar emprego e renda.

A passagem por Sorocaba faz parte da agenda de campanha de Renan Santos. O candidato deve seguir com atos em outras cidades durante a campanha presidencial.


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