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Operação contra PCC mira presidente do Água Santa em Sorocaba

Paulo Korek aparece nas investigações da "Copia e Cola"; informações aprofundam esquemas no transporte coletivo

18 de Setembro de 2026 às 15:17
Caroline Mendes [email protected]
Paulo Korek
Korek também é alvo de mandado de prisão da Operação Vectura Corrupta (Crédito: Divulgação)

Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente do Esporte Clube Água Santa, está no centro de duas investigações. Em Sorocaba, ele é um dos investigados no âmbito da Operação Copia e Cola, que apura supostos desvios de recursos públicos em contratos da área da Saúde.

Agora, Korek também é alvo de mandado de prisão da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

A Operação Copia e Cola continua em andamento. Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas por supostos crimes relacionados a contratos firmados pela Prefeitura de Sorocaba para a administração de unidades de saúde.

Korek aparece nesse processo ao lado de Sérgio Peralta e Anderson Luiz Santana. Segundo a denúncia divulgada à época, Korek e Peralta eram apontados como donos da Iase, antiga Aceni, organização envolvida nos contratos investigados. A apuração tem como foco contratos relacionados inicialmente à UPA do Éden e, posteriormente, à então UPH da Zona Oeste, atual UPA da Zona Oeste.

A Prefeitura de Sorocaba informou ao Cruzeiro do Sul que atualmente não mantém contrato com a Aceni. Segundo a administração municipal, todos os fornecedores e contratos passam por fiscalização, conforme critérios legais e de transparência.

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Investigação sobre transportes

Na Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, Korek é investigado por sua atuação no setor de transportes. A Justiça determinou sua prisão temporária por 30 dias, além de autorizar buscas e acesso a dados eletrônicos.

Na decisão, o Tribunal de Justiça de São Paulo descreve Korek como empresário e gestor de empresas de transporte, citando a Translíder e a A2 Transportes.

Segundo a investigação, ele teria utilizado empresas e sua atuação empresarial para administrar interesses atribuídos à organização criminosa.

Um dos elementos mencionados no processo é um áudio atribuído a Korek sobre a venda de 63 ônibus da Translíder por R$ 1,26 milhão. A investigação aponta ainda a existência de comissões relacionadas à negociação e afirma que Korek teria indicado uma conta bancária da A2 Transportes para o pagamento.

A decisão também menciona diálogos nos quais José Daniel Satilite e Claudionor Sabino Tomaz seriam apresentados como pessoas que atuavam em nome de Korek e de empresas ligadas ao grupo. Outro investigado, Júlio Salvador Filho, é apontado como alguém que teria tratado com Korek sobre a liberação de pagamentos.

A investigação sustenta que empresas de transporte teriam sido utilizadas para ocultar interesses do grupo criminoso. O processo cita ainda a atuação de Korek em empresas que operaram o transporte coletivo em Cubatão, entre elas a Viação Bom Jesus e a Translíder.

Água Santa

Korek também é presidente do Água Santa, clube de Diadema, no ABC paulista. Sob sua gestão, a equipe chegou à final do Campeonato Paulista, em 2023, quando venceu o Palmeiras por 2 a 1 no primeiro jogo da decisão, mas perdeu por 4 a 0 na partida de volta.

As duas investigações tratam de fatos distintos. A Operação Copia e Cola apura contratos da área da Saúde em Sorocaba e segue em andamento. Já a Vectura Corrupta investiga suspeitas relacionadas ao transporte coletivo e à atuação do PCC.

A decisão que determinou a prisão de Korek tem caráter cautelar e não representa condenação. O Tribunal de Justiça ressalta que as medidas foram autorizadas com base nos elementos reunidos até o momento e que a análise não antecipa eventual responsabilidade criminal dos investigados.

A reportagem tentou contato com a defesa de Paulo Korek Farias, mas não conseguiu retorno até o fechamento. O espaço permanece aberto.