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FIT apresenta projetos de IA e apoio a startups à Fundação Ubaldino do Amaral

Diretor Carlos Ohde e Gustavo Michelan apresentaram atuação do instituto, projetos de pesquisa e iniciativas de capacitação e desenvolvimento tecnológico

10 de Setembro de 2026 às 20:54
Gabrielle Camargo Pustiglione [email protected]
Gustavo Michelan (à esq.) e Carlos Ohde, representantes do Instituto de Tecnologia
Gustavo Michelan (à esq.) e Carlos Ohde, representantes do Instituto de Tecnologia (Crédito: Reinaldo Santos)

Gabrielle Camargo Pustiglione

O diretor do Instituto de Tecnologia FIT, Carlos Ohde, acompanhado de Gustavo Michelan, visitou na manhã de ontem (10) a Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), mantenedora do jornal Cruzeiro do Sul e do Colégio Poli. Recebidos pelo diretor-presidente da FUA, Carlos Hingst Corrá, os representantes apresentaram a atuação do instituto em pesquisa e desenvolvimento, formação profissional, inteligência artificial, robótica e apoio a startups.

Fundado em Sorocaba em 2003 pela Flex, o FIT é uma instituição privada e sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas. Reúne cerca de 500 profissionais e mantém unidades em Sorocaba — sua maior operação —, Jaguariúna e Manaus.

Segundo Ohde, o trabalho é voltado a tecnologias que ainda não chegaram ao mercado, mas que podem se tornar produtos nos próximos anos — "pesquisar e desenvolver coisas para o futuro", resume. A atuação se concentra em três áreas: Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), saúde e energia, incluindo hardware e software para computadores, smartphones e servidores, sistemas de apoio à saúde, energia solar e soluções industriais como logística, automação de fábricas, simulação e Indústria 4.0. Segundo Ohde, parte da tecnologia desenvolvida em Sorocaba é usada globalmente, e cerca de 70% dos projetos do instituto têm alcance internacional.

IA e robótica

Ohde destaca os agentes de inteligência artificial como uma das áreas que mais recebem atenção do instituto atualmente. A robótica também desponta como aposta, com potencial para os robôs humanoides desempenharem, no futuro, atividades em ambientes projetados para seres humanos, um avanço que depende não só da inteligência desses equipamentos, mas também de sua evolução em percepção e sensibilidade.

Conhecimento

Além dos projetos para grandes empresas e multinacionais, o FIT tem ampliado iniciativas de compartilhamento de conhecimento com a sociedade. Durante a pandemia, o instituto capacitou de 60 a 70 trabalhadores do chão de fábrica para atuarem em programação, muitos passaram a integrar o próprio quadro do FIT. Hoje, em parceria com a Softex, mantém um programa de capacitação em tecnologias emergentes, como Internet das Coisas (IoT), criação de sensores e inteligência artificial, ampliando o acesso a conhecimento aplicável a empresas e ao cotidiano.

Tecnologia e startups

O FIT também apoia startups por meio de programas de aceleração. Segundo Gustavo Michelan, muitas surgem de profissionais com profundo conhecimento em suas áreas — médicos, dentistas, engenheiros químicos — mas sem domínio de tecnologia. É aí que o instituto atua: transformando essas ideias em produtos mais maduros.

O trabalho dos engenheiros do FIT vai de melhorias em software e firmware à integração de hardware, sensores e automação, tornando os produtos mais fáceis de fabricar, reparar e utilizar.